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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Sem Riedel, 1º debate entre candidatos ao governo de MS foca em ataques à atual gestão

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, não compareceu ao debate. Apesar da falta, os discursos entre os demais na disputa foram centralizados

11 min de leitura
Sem Riedel, 1º debate entre candidatos ao governo de MS foca em ataques à atual gestão

O debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, realizado na manhã desta segunda-feira (17) pela rádio Morena FM e portal Primeira Página, foi marcado pela ausência do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.

Além disso, os presentes concentraram as falas em críticas à atual gestão. Não houve pedidos de respostas e o debate seguiu sem tumulto.

Estavam presentes os candidatos Daniel Lemes (PCO), Delcídio Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), Jefferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL) e Renato Gomes (DC).

Esse é o primeiro encontro dos postulantes a governador de Mato Grosso do Sul.

O debate teve três blocos, sendo o primeiro com temas determinados. O segundo foi de tema livre. Já o terceiro teve perguntas de temas determinados, além das considerações finais dos candidatos.

Os candidatos fizeram perguntas entre si e cada participante teve tempo determinado para administrar livremente o tempo entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.

Nos blocos com tema determinado, os temas foram sorteados pela mediadora, a apresentadora Bruna Mendes;Cada tema pôde ser escolhido apenas uma vez durante o bloco;A ordem das perguntas em cada bloco foi definida previamente com os representantes dos partidos;Em cada etapa, o candidato teve direito de fazer uma pergunta e cada participante responde apenas uma vez;Dessa forma, todos perguntaram e todos responderam.

No bloco de tema livre, a mediadora chamou os candidatos para fazer a pergunta, seguindo a ordem definida em sorteio entre os representantes dos partidos. A estrutura seguiu este modelo.

O candidato indicado escolheu quem responderia;Ao fim de cada rodada o mediador indicou o próximo candidato a perguntar;A dinâmica se repetiu até que todos os candidatos participassem do bloco.

O tema que abriu o primeiro bloco foi "saúde mental e rede de apoio". Jefferson Bezerra (Agir) iniciou com questionamento a João Henrique Catan (Novo) sobre a proposta de governo do candidato em relação ao tema.

Questiono a saúde no estado, temos acompanhado e vemos a questão do problema de corrupção. Vimos a operação Gutemberg, envolvendo dinheiro da saúde. O problema da saúde mental e das drogas está abandonado", pontuou Catan.

O segundo a perguntar foi Delcídio Amaral (PRD), que começou criticando a gestão do atual governo do estado e dirigiu a pergunta a Daniel Lemes (PCO), perguntando como o governo está tratando questões LBTQIAPN+ e os indígenas em Mato Grosso do Sul.

O governo não tem projetos ligados para esses grupos, para indígenas, sem-terras e para nenhum trabalhador, a não ser em atacar o trabalhador", respondeu Daniel Lemes.

Na tréplica, Delcídio lançou críticas ao governo estadual dizendo que a gestão é "elitista e não olha para a questão dos indígenas e das minorias.

A terceira pergunta foi feita por Fábio Trad (PT) e direcionada a Renato Gomes (DC). Trad pediu a avaliação do outro candidato sobre a baixa quantidade de centros de convivência para idosos no estado.

Esse governo é corrupto, os idosos não têm tido tratamento na saúde, tivemos 25 mil vidas trocadas em troca de dinheiro. Coordenador da saúde está preso. Como o governo vai cuidar dos mais velhos se está afundando em escândalos de corrupção?", indagou Renato Gomes.

Fábio Trad fez tréplica e criticou a gestão estadual, afirmando que o Estado deixou de "arrecadar dinheiro para favorecer proprietários rurais.

O quarto a perguntar foi Renato Gomes (DC) que direcionou a pergunta a Lucien Rezende (PSOL) questionando qual a avaliação do candidato e proposta de governo em relação à segurança pública.

O governo deixa a desejar. Recentemente tivemos concurso público da polícia civil e várias famílias estão esperando a nomeação, que foi jogada para o ano que vem", destacou Lucien.

A quinta pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo), que pediu avaliação de Fábio Trad (PT) sobre a atuação do banco Master em Mato Grosso do Sul e no governo federal e como serão as políticas de enfrentamento caso Trad seja eleito.

Está comprovado que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro. Mas quero dizer que aqui em Mato Grosso do Sul a situação está lastimável", respondeu Trad.

O sexto a perguntar foi Daniel Lemes (PCO), que direcionou a pergunta sobre o feminicídio em Mato Grosso do Sul a Delcídio Amaral (PRD).

Esse tema em Mato Grosso do Sul é grave. Talvez sejamos o segundo no brasil em termos de feminicídio. Isso nos mostra que o governo estadual é elitista, que não tem nenhum interesse", respondeu Delcídio.

A sétima e última pergunta do bloco foi feita por Lucien Rezende (PSOL) a Jefferson Bezerra (Agir), que foi indagado sobre qual proposta apresentará para reduzir o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul.

Temos que acabar com a situação de quem ganha salário mínimo, não tem condição de pagar 800 reais de parcela de financiamento", disse.

O segundo bloco teve tema livre e foi aberto por Delcídio Amaral (PRD), que direcionou a pergunta a João Henrique Catan (Novo) sobre a Rota Bioceânica e os impactos do empreendimento para Mato Grosso do Sul.

Temos visto com muita desconfiança os investimentos e empresários que estão sendo beneficiados com o esquema da Rota Bioceânica", respondeu Catan, defendendo mais investimentos em estradas, ferrovias e a reformulação do Fundersul.

🔎 O Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) é um fundo público estadual criado para financiar obras e serviços de infraestrutura viária.

Os recursos são usados principalmente em pavimentação, recuperação e manutenção de rodovias estaduais e vias urbanas.

Na tréplica, Delcídio relativizou a importância do corredor rodoviário e afirmou que a principal alternativa logística para o estado passa pela integração ferroviária com a Bolívia e o Peru.

Catan rebateu dizendo que Mato Grosso do Sul precisa avançar em infraestrutura para aproveitar seu potencial econômico.

A segunda pergunta foi feita por Jefferson Bezerra (Agir) a Fábio Trad (PT). O candidato questionou Trad sobre sua filiação ao PT e as críticas envolvendo casos de corrupção ligados ao partido.

Eu compartilho dos valores do PT, combate à miséria e igualdade de oportunidades. Tenho orgulho de ser o candidato do Lula em Mato Grosso do Sul", respondeu Fábio Trad.

Na tréplica, Trad voltou a criticar a gestão estadual, classificando o governo como "elitista" e afirmando que a população sofre com problemas na saúde, educação e infraestrutura.

A terceira pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo) e direcionada a Delcídio Amaral (PRD) sobre a situação da Cassems e as mudanças que faria na instituição.

🔎 A Cassems é a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul, um plano de saúde de autogestão criado em 2001 para atender servidores públicos estaduais, aposentados, pensionistas e seus familiares em Mato Grosso do Sul.

Vejo com extrema preocupação tudo o que tem acontecido na Cassems", respondeu Delcídio, afirmando que há problemas de gestão e concentração de serviços.

Na tréplica, Catan criticou a atual direção da instituição e prometeu mudanças na administração e o fim da taxa que classificou como injusta para os servidores.

A quarta pergunta foi feita por Lucien Rezende (PSOL) a Renato Gomes (DC), sobre propostas voltadas aos pequenos produtores rurais.

Meu projeto é concorrer com a JBS por meio de cooperativas de abate e priorizar as compras internas dos agricultores", respondeu Renato Gomes.

Na tréplica, Lucien defendeu o fortalecimento da agricultura familiar e a criação de um cinturão verde para impulsionar a produção local.

A quinta pergunta foi feita por Renato Gomes (DC) a Lucien Rezende (PSOL), que foi questionado sobre suas propostas para Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul é rico, mas o povo está empobrecendo rapidamente", afirmou Lucien, defendendo uma política tributária progressiva, energia mais barata e redução dos cargos comissionados.

A sexta pergunta foi feita por Daniel Lemes (PCO) a Jefferson Bezerra (Agir), sobre as políticas para enfrentar a violência e os problemas sociais enfrentados pela população indígena no estado.

Vamos acabar com os problemas sociais da comunidade indígena", respondeu Jefferson Bezerra.

O tema que abriu o terceiro bloco foi "investimento em esporte" e Daniel Lemes (PCO) iniciou com questionamento a Fábio Trad (PT) sobre os investimentos dos governos federal e estadual para atletas indígenas nas aldeias de Mato Grosso do Sul.

O esporte não pode ser uma política transitória de governo. É preciso fortalecer o esporte como política de Estado", respondeu Fábio Trad, que também defendeu maior investimento e regulamentação do setor.

Na tréplica, Daniel Lemes afirmou que atualmente não existe política pública voltada aos atletas indígenas no estado.

O segundo a perguntar foi Jefferson Bezerra (Agir), que direcionou a pergunta a Delcídio Amaral (PRD) sobre propostas para geração de emprego e renda.

Grandes empresas estão vindo para cá e gerando renda em outros estados porque não qualificaram a mão de obra sul-mato-grossense", respondeu Delcídio, defendendo investimentos em qualificação profissional e tecnologia.

Na tréplica, Jefferson afirmou que pretende ampliar a capacitação profissional e incentivar o trabalho remoto como forma de gerar renda e reduzir o desemprego.

A terceira pergunta foi feita por Lucien Rezende (PSOL) e direcionada a Daniel Lemes (PCO) sobre a situação dos povos indígenas e recentes conflitos envolvendo comunidades indígenas no estado.

Esse tipo de ato vindo do governador é totalmente racista e preconceituoso", respondeu Daniel Lemes, criticando a postura do governo estadual.

Na tréplica, Lucien destacou a atuação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e reafirmou a defesa dos direitos indígenas.

A quarta pergunta foi feita por Renato Gomes (DC) a Jefferson Bezerra (Agir) sobre a Rota Bioceânica e os impactos do projeto para Mato Grosso do Sul.

Temos que fazer uma análise criteriosa sobre esse projeto para saber como ele pode contribuir para o desenvolvimento do estado", respondeu Jefferson.

Na tréplica, Renato Gomes afirmou que a proposta está sendo supervalorizada e criticou o planejamento da rota.

A quinta pergunta foi feita por Delcídio Amaral (PRD) a João Henrique Catan (Novo) sobre os incêndios no Pantanal e as ações necessárias para preservar o bioma.

Quando falamos do Pantanal, precisamos olhar também para o povo pantaneiro, que enfrenta falta de escola, saúde e acesso a serviços básicos", respondeu Catan.

Na tréplica, Delcídio criticou o abandono das comunidades pantaneiras. Catan acrescentou que pretende ampliar incentivos ambientais para produtores que preservam o bioma.

A sexta pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo) a Renato Gomes (DC) sobre a regionalização da saúde e o funcionamento dos hospitais regionais.

Mato Grosso do Sul tem dinheiro, mas os recursos estão sendo desperdiçados enquanto a população sofre com a falta de atendimento", respondeu Renato Gomes, criticando gastos da administração estadual.

Na tréplica, Catan defendeu a criação de uma tabela SUS estadual para ampliar os investimentos na rede hospitalar.

A sétima e última pergunta do bloco foi feita por Fábio Trad (PT) a Lucien Rezende (PSOL) sobre a falta de atendimento de média e alta complexidade nos hospitais do interior.

A regionalização da saúde foi prometida e não aconteceu. O interior sofre e a capital acaba sobrecarregada", respondeu Lucien.

Na tréplica, Lucien defendeu mais investimentos e estruturação dos hospitais já existentes, em vez da construção de novas unidades.

Nas considerações finais, João Henrique Catan (Novo) falou diretamente às famílias sul-mato-grossenses, criticou o aumento do custo de vida e afirmou que o estado enfrenta problemas de infraestrutura.

O candidato também fez críticas à gestão estadual e à política de reajustes dos servidores. Lucien Rezende (PSOL) pediu uma reflexão dos eleitores sobre a política sul-mato-grossense e criticou as frequentes mudanças partidárias entre lideranças políticas.

Segundo ele, é preciso fazer um voto diferente para promover mudanças no estado. Renato Gomes (DC) destacou a indignação com os casos de corrupção em Mato Grosso do Sul e afirmou que suas propostas incluem a criação de bancos estaduais e medidas para reduzir o preço dos remédios, da cesta básica e da energia elétrica.

Delcídio Amaral (PRD) voltou a abordar a situação da Santa Casa de Campo Grande, atribuindo responsabilidade à prefeitura e ao governo estadual. O candidato também defendeu o debate sobre a parceria público-privada da Sanesul e afirmou que pretende construir um governo "solidário, fraterno e cidadão.

Jefferson Bezerra (Agir) pediu que os eleitores analisem com atenção os candidatos e reflitam sobre o futuro do estado antes de votar. Daniel Lemes (PCO) convidou trabalhadores e trabalhadoras a apoiarem sua candidatura e afirmou que é necessário combater a corrupção e defender os interesses da classe trabalhadora.

Fábio Trad (PT) afirmou que Mato Grosso do Sul é um estado rico, mas que a população não tem usufruído dessa riqueza. Defendeu a redução da desigualdade social e disse que seu objetivo é ampliar oportunidades para que mais pessoas possam alcançar a classe média e prosperar.

Em números

  • Esse governo é corrupto, os idosos não têm tido tratamento na saúde, tivemos 25 mil vidas trocadas em troca de dinheiro

Fontes

Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas