Mas, nos dias 15 e 16 de agosto, os boxes ganharam uma paisagem menos habitual: uma fileira dupla de Porsches, com 911 pretos, brancos e amarelos, Cayman, Macan e Panamera, reunida para o Porsche Track Experience.
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- O Porsche Track Experience realizou sua estreia em Campo Grande, oferecendo aperfeiçoamento de pilotagem no Autódromo Internacional Orlando Moura.
- O programa incluiu aulas de fundamentos de pilotagem no sábado e atividades de experimentação com modelos Porsche no domingo.
- Participantes realizaram exercícios de aceleração e frenagem de emergência com o 911 GTS e percursos de habilidade com o Cayman GTS.
- A organização impôs regras rígidas, como controles de estabilidade e tração ligados, voltas guiadas e proibição de uso de celular ao volante.
- O curso também abordou princípios de direção defensiva aplicáveis no dia a dia, como posição correta de pilotagem e frenagem.
- A iniciativa tem um claro sentido comercial para o Grupo Bamaq, que opera o Espaço Porsche Campo Grande e busca aprofundar a relação com clientes.
- Banco mais à frente e encosto mais vertical: com o pé no freio a fundo, a perna ainda precisa ficar dobrada.
- Mãos às três e às nove horas no volante, com os cotovelos dobrados, e sem soltar o aro para dar a volta.
- Frear antes da curva, em linha reta, e não dentro dela.
- Olhar para onde se quer ir, sempre à frente, e não para o carro logo adiante.
As bandeirolas da marca balançavam ao vento, mecânicos circulavam entre as vagas e, logo na entrada, um letreiro juntava duas palavras que ainda soam novas lado a lado na Capital: Porsche e Campo Grande.
Foi a estreia do Porsche Track Experience na Capital, o programa de aperfeiçoamento de pilotagem da marca, que nunca havia passado por Mato Grosso do Sul. Os alunos eram clientes e convidados do Espaço Porsche Campo Grande, operado pelo Grupo Bamaq, e a maioria levantou a mão quando o instrutor perguntou quem nunca tinha dirigido num autódromo.
O programa foi anunciado por A Crítica antes do fim de semana, e agora dá para contar o que aconteceu lá dentro.
O sábado (15) foi de aula. O nível aplicado foi o Precision, o primeiro degrau do programa, dedicado aos fundamentos: posição de pilotagem, frenagem, princípios do traçado ideal, transferência de carga em acelerações e curvas e o que fazer quando o carro escapa de frente ou de traseira, o subesterço e o sobresterço do jargão.
O domingo (16) foi o dia dos convidados. A pista recebeu quem quisesse experimentar os modelos da marca, divididos em três atividades de cerca de 45 minutos cada, duas em circuito e uma de exercícios.
Os carros vieram em dois lotes. Um só de 911, incluindo GTS e GT3. O outro com 718 Boxster e Cayman, Macan e Panamera, o quatro portas da casa. Todos com adesivo Porsche Experience na lateral.
Três segundos, 28 metros e uma caixa de cones.
O exercício que mais impressiona quem nunca fez é o de aceleração e frenagem de emergência. O carro escolhido foi o 911 GTS, que tem 541 cv. Segundo o briefing dos instrutores, ele vai de 0 a 100 km/h em 3,1 segundos e para, dos mesmos 100 km/h, em 28 metros.
Cada participante fez duas passagens: uma sem e outra com o launch control, o modo de largada que segura o motor em giro alto com o carro parado. A receita ensinada foi simples: modo esporte, pé esquerdo no freio, acelerador a fundo com o direito, esperar a mensagem no painel e soltar o freio.
Depois da arrancada, freada firme dentro de uma área demarcada por cones.
A outra atividade tinha cronômetro. Num percurso de habilidade com o Cayman GTS, os participantes fizeram duas voltas medidas, com regras que castigam a pressa: cada cone derrubado somava 3 segundos, e sair da caixa de frenagem custava 5.
Os grupos foram identificados por cores, e o melhor tempo do dia ficou em 19s78.
Ao anunciar os vencedores, o organizador fez questão de registrar um detalhe que todo instrutor de pista comemora: todos os carros terminaram o dia intactos. Cada participante saiu com certificado de participação, entregue pelo próprio instrutor.
O que separa um dia como esse de um racha organizado está no briefing, e ele é rígido.
Janelas fechadas, para evitar que uma pedra entre no habitáculo. Nada de celular na mão de quem dirige: quem quisesse filmar, passava a tarefa ao passageiro. E, no fim do dia, o recado que resume o espírito da coisa, dado no microfone: quando voltarem para casa, lembrem que não estão mais na pista.
O que isso tem a ver com quem não tem um Porsche.
Boa parte do conteúdo de um curso desses é direção defensiva com outro nome.
Banco mais à frente e encosto mais vertical, para que a perna continue dobrada mesmo com o freio pisado a fundo. Mãos às três e às nove horas, cotovelos flexionados, sem soltar o aro do volante para fazer a curva.
Frear antes da curva, em linha reta. Olhar para onde se quer ir, e não para o para-choque do carro da frente. Acelerar de forma progressiva na saída. Nenhuma dessas frases exige um esportivo alemão para funcionar na Avenida Afonso Pena.
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O fim de semana tem um sentido comercial claro, e ele não é escondido.
Para o executivo, a estreia reforça a relação com os proprietários para além do showroom. “Queremos que o cliente tenha oportunidades de conhecer cada vez mais o universo da marca e tudo o que o seu esportivo pode oferecer”, completou.
A marca chegou ao Estado pelas mãos do Bamaq, nomeado concessionário oficial em agosto de 2024, e abriu em fevereiro de 2025 o Espaço Porsche na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo, showroom temporário até a inauguração do Porsche Center Campo Grande, previsto para a Avenida Mato Grosso.
O mesmo grupo assumiu neste ano a operação nacional da Lotus.
Para uma cidade cujo autódromo costuma aparecer no noticiário por etapas de Copa Truck e por shows de rock, um fim de semana com uma fila de 911 no box é um capítulo novo.
E, pelo que se ouviu no microfone ao fim do dia, com data para repetir.
É o programa de aperfeiçoamento de pilotagem da marca, organizado em níveis. O Precision, aplicado no sábado, é o primeiro deles e trata dos fundamentos: posição de pilotagem, frenagem, traçado ideal, transferência de carga e reação a sobresterço e subesterço.
Informações do material de divulgação do evento e do briefing técnico gravado durante a atividade. Desempenho conforme apresentado pelos instrutores; valores conforme a divulgação prévia dos cursos.
Em números
- Segundo o briefing dos instrutores, ele vai de 0 a 100 km/h em 3,1 segundos e para, dos mesmos 100 km/h, em