O Pix Automático tem apresentado índice de pagamento superior ao débito automático nos testes realizados pelo Itaú Unibanco com grandes empresas. Segundo o banco, cerca de 90% das cobranças feitas pela modalidade são efetivamente pagas, com aumento de 22 pontos porcentuais na taxa de quitação.
Um dos fatores apontados para o desempenho é a possibilidade de avisar o cliente antes do vencimento, informar reajustes e alertar quando uma cobrança ultrapassa o limite definido pelo usuário.
O sistema também pode realizar novas tentativas de cobrança depois do vencimento caso não haja saldo disponível na primeira tentativa. O cliente ainda pode estabelecer um valor máximo para determinada conta, impedindo o débito caso a cobrança ultrapasse esse limite.
Uso cresce entre clientes O volume financeiro movimentado pelo Pix Automático no Itaú cresceu 281% no primeiro semestre de 2026 em comparação com os seis meses anteriores.
No mesmo período, a quantidade de clientes que autorizaram pagamentos recorrentes aumentou 185%. Empresas de saneamento, energia elétrica, telecomunicações e mobilidade estão entre as primeiras a ampliar o uso da modalidade.
O banco, porém, avalia que há espaço para crescimento em setores como educação, saúde e condomínios. Segundo Russomanno, uma das diferenças em relação ao débito automático é a integração entre instituições financeiras.
Por meio dele, haverá integração com todas as outras instituições financeiras”, explica. Na avaliação do executivo, a estrutura facilita principalmente a adesão de pequenas e médias empresas.
Cliente pode cancelar antes do pagamento O Pix Automático também permite que o consumidor cancele uma cobrança recorrente até a véspera do pagamento. No próprio dia previsto para o débito, o cancelamento não poderá mais ser feito.
A adesão ocorre mediante autorização do usuário dentro do padrão definido pelo Banco Central para o Pix. O Itaú afirma ainda que pretende cobrar das empresas taxas iguais ou inferiores às aplicadas no débito automático.
Empresas de saneamento, energia elétrica, telecomunicações e mobilidade estão entre as primeiras a ampliar o uso da modalidade. O banco, porém, avalia que há espaço para crescimento em setores como educação, saúde e condomínios.
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