Premida pelos franceses, a nobreza portuguesa resolveu investir no Brasil. Trinta anos após terem chegado nas terras brasileiras, enviaram quatro naus comandadas pelos irmãos Martim e Pero Lopes, trazendo 400 homens.
Navegaram pela costa matando franceses, desceram ao Rio da Prata procurando ouro e subiram de volta. Saltaram à terra e fundaram a vila de São Vicente, no litoral paulista.
Logo na sequência, realizaram a primeira eleição, não só do Brasil, mas de todas as Américas. E formaram a primeira Câmara Municipal.
Eleição indireta. No dia 23 de janeiro de 1. 532, os moradores de São Vicente foram às urnas. A votação foi indireta: o povo elegeu seis representantes que, em seguida, escolheu os “oficiais do conselho”, algo semelhante ao poder executivo.
O notável era que os analfabetos podiam votar. Nem poderia ser diferente, quase todos não sabiam ler e nem escrever. Eram criminosos e hereges, na quase totalidade.
O voto mandioca. Os séculos passaram nessa mesma toada. O povo escolhia os membros das Câmaras Municipais. Em 1. 832, uma nova reorganização. Instituíram o voto mandioca.
Exigiam uma renda mínima baseada na produção de alqueires de farinha de mandioca para que os cidadãos pudessem votar e ser votados. Era uma disposição da primeira Constituição do país.
Só poderia escolher o membro da Câmara Municipal quem tivesse renda anual de 150 alqueires de farinha. Começavam a escolher representantes nacionais - deputados federais e senadores.
Para escolhê-los, o eleitor era obrigado a ter 250 alqueires de farinha. Para ser candidato a deputado, a exigência era de 500 alqueires e para uma candidatura a senador, se fazia necessária a propriedade de 1.
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