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PF prende 11 em operação que apura fraudes em registros de armas para CACs

Investigação aponta aprovação irregular de pedidos com documentos falsos ou incompletos; fuzis e pistolas foram apreendidos

2 min de leitura
PF prende 11 em operação que apura fraudes em registros de armas para CACs

A Polícia Federal prendeu 11 pessoas em flagrante nesta sexta-feira (4) durante uma operação que investiga suspeitas de fraude em procedimentos para aquisição e registro de armas de fogo destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

Fuzis e pistolas também foram apreendidos durante as diligências. Batizada de Operação Polaridade, a ação teve 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão expedidos contra pessoas físicas e empresas.

As ordens foram cumpridas em diferentes cidades do Rio de Janeiro e também em Vila Velha, no Espírito Santo. Segundo a PF, as equipes continuam realizando diligências para localizar outros investigados.

Suspeita começou após inconsistências em processos A investigação teve início depois que foram identificadas irregularidades em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

As apurações indicam que um colaborador terceirizado ligado às atividades de análise documental do Núcleo de Armas teria aprovado pedidos mesmo sem a documentação exigida.

Também foram identificadas solicitações acompanhadas por documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais. Entre as irregularidades encontradas estão a repetição de documentos em pedidos feitos por diferentes requerentes, o uso de comprovantes de residência falsificados e a ausência de documentos considerados obrigatórios para a análise.

Armas apreendidas entraram na investigação A Polícia Federal também identificou possíveis relações entre alguns dos requerimentos investigados e armas de fogo que posteriormente foram apreendidas durante uma ação policial.

A operação busca esclarecer a participação de cada investigado no possível esquema e identificar se outras irregularidades foram cometidas durante os processos de aquisição e registro de armas.

Os envolvidos poderão responder, de acordo com a PF, por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

Outros crimes ainda poderão ser identificados durante o avanço das investigações.

Batizada de Operação Polaridade, a ação teve 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão expedidos contra pessoas físicas e empresas. As ordens foram cumpridas em diferentes cidades do Rio de Janeiro e também em Vila Velha, no Espírito Santo.

Suspeita começou após inconsistências em processos.

Armas apreendidas entraram na investigação.

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Fontes consultadas

  • A Críticalink