Além da Capital sul-mato-grossense, a ação ocorre em cidades de Mato Grosso e São Paulo.
Ao todo, a Operação Arcanjo cumpre 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens também alcançam Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, além de São José do Rio Preto, em São Paulo.
Segundo a investigação, os suspeitos atuavam na compra, circulação e venda do minério. Além disso, o grupo teria usado mecanismos para esconder recursos provenientes das operações investigadas.
A análise financeira apontou uma estrutura formada por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores. Assim, diferentes integrantes participavam das etapas de circulação e comercialização do minério.
Ouro saía de Poconé e seguia para São Paulo.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema começava na região de Poconé, em Mato Grosso. Depois, o ouro seguia para São José do Rio Preto.
No município paulista, o minério era recebido e mantido em um estabelecimento usado para custódia e comercialização. Além disso, os investigadores identificaram métodos para ocultar e dissimular valores.
Os fatos podem configurar, em tese, os crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.