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Mato Grosso do Sul

Perícia médica do INSS: como funciona o exame

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026, 12h:26 - A | A.

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Perícia médica do INSS: como funciona o exame

A perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é a etapa que determina se o segurado tem direito a benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026, 12h:26 - A | A.

O médico perito examina a documentação clínica, avalia o segurado e emite parecer sobre a existência, a natureza e a duração da incapacidade. Preparar-se adequadamente para esse momento, com documentos completos e compreensão do processo, pode ser decisivo para a concessão do benefício.

A perícia não é uma formalidade. É o instrumento central de avaliação do INSS para determinar se a condição de saúde do segurado justifica afastamento e concessão de benefício.

O perito dispõe de tempo limitado, entre 15 e 30 minutos, e baseia sua decisão predominantemente nos documentos apresentados. Documentação insuficiente é a principal causa de indeferimento, e boa parte dos casos negados poderia ter tido resultado diferente com laudos médicos mais completos.

O agendamento da perícia acontece no momento do requerimento do benefício. O segurado pode fazer isso por três caminhos.

Em alguns casos, o INSS pode dispensar a perícia presencial por meio do Atestmed, sistema que analisa o atestado médico enviado digitalmente e concede o benefício sem comparecimento.

Isso se aplica a afastamentos de até 180 dias quando o atestado contém identificação completa do médico, diagnóstico com CID (Classificação Internacional de Doenças), descrição da incapacidade e período de afastamento recomendado.

Na perícia presencial, o perito realiza três procedimentos: análise dos documentos apresentados, exame clínico e entrevista sobre sintomas, tratamento e rotina.

A apresentação correta de exames e relatórios atualizados é fundamental para quem busca a concessão de benefícios por incapacidade temporária, como o auxílio-doença, garantindo a análise adequada do pedido.

Documento de identidade com foto e CPF— Laudos médicos recentes, preferencialmente de especialistas, com diagnóstico pelo CID (Classificação Internacional de Doenças), descrição das limitações funcionais e assinatura com CRM (Conselho Regional de Medicina)— Exames complementares atualizados, como ressonância magnética, tomografia ou exames laboratoriais, conforme a condição— Receituários de medicação contínua, que demonstram a gravidade e a cronicidade do quadro— Relatórios de tratamentos em andamento, como fisioterapia, psicoterapia e fonoaudiologia— Atestado médico de afastamento emitido pelo médico assistente.

Levar os documentos organizados em ordem cronológica e com cópias facilita a avaliação e evita contratempos.

Conhecer os próprios direitos é parte da preparação. O segurado pode levar acompanhante, seja familiar, amigo ou advogado, especialmente recomendado em casos de transtornos mentais ou dificuldade de comunicação.

Também é permitido gravar a perícia em áudio ou vídeo, desde que o perito seja informado no início do atendimento.

Na consulta, o segurado deve descrever as limitações reais de forma objetiva e coerente com o que está documentado nos laudos. Relatos inconsistentes com a documentação comprometem a credibilidade e podem resultar em indeferimento mesmo quando a incapacidade é real.

Se o benefício for negado, o segurado tem 30 dias para interpor recurso administrativo pelo Meu INSS. Também é possível fazer novo requerimento a qualquer momento com documentação complementar ou ingressar com ação judicial nos Juizados Especiais Federais, caminho que permite nova avaliação por perito imparcial e, em casos graves, tutela de urgência para concessão imediata do benefício.

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