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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Pego com R$ 47 mil usava aluguéis de temporada para evitar prisão

Em depoimento prestado à Polícia Civil, a companheira de Lucas da Silva dos Santos, o "LK", de 25 anos, detalhou como funcionava a rotina de fugas do casal e...

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Mato Grosso do Sul — imagem padrão

Companheira achava que renda da família era da construção de casas e da venda de carros.

Companheira de traficante preso em Campo Grande revelou à Polícia Civil que o investigado Lucas da Silva dos Santos, o "LK", usava nomes de terceiros para alugar imóveis via aplicativos e registrava bens em nome de familiares para ocultar a origem do dinheiro do tráfico.

Em depoimento prestado à Polícia Civil, a companheira de Lucas da Silva dos Santos, o "LK", de 25 anos, detalhou como funcionava a rotina de fugas do casal e revelou a tentativa do investigado de mascarar a origem de seus bens e recursos financeiros.

O rapaz, foi alvo de operação da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) na tarde de terça-feira (1°) quando teve mandado de prisão cumprido por envolvimento na subtração, transporte, ocultação e distribuição de entorpecentes.

À polícia, a jovem de 26 anos, relatou que mantinha um relacionamento há aproximadamente seis anos com Lucas. Segundo seu depoimento, ela acreditava que os altos ganhos da família eram provenientes do trabalho dele como construtor civil, do ramo de loteamento e da compra e venda de veículos.

Ela declarou que o companheiro planejava abrir duas academias.

Foram construídas cinco casas em um condomínio e mais duas avulsas. Eu acreditava que o dinheiro da gente era da venda de casas e dos rolos dos carros. Ele dizia que ia mudar de vida e que abriria duas academias para viver desse negócio", afirmou no depoimento.

No entanto, a rotina do casal mudou nos últimos meses. A jovem revelou que soube da decretação da prisão preventiva de "LK" quando o mandado foi cumprido na casa dos pais dele.

A partir daquele momento, para fugir do cerco policial, Lucas passou a mudar constantemente de endereço, utilizando imóveis de aluguel por temporada contratados por meio de aplicativos como o Airbnb.

Para não chamar a atenção das autoridades, o investigado não utilizava o próprio nome para formalizar as locações. “Ele não usava o nome dele por conta do mandado de prisão.

Quem fazia as reservas era o Brandon ou até parentes da gente" , afirmou.

Ainda segundo o depoimento, alguns dos veículos de luxo apreendidos na ação policial no imóvel estavam em nome de terceiros. A caminhonete Ram Rampage, por exemplo, estava registrada em nome da própria depoente, que alegou que o carro foi adquirido por Lucas mediante a entrega de um terreno como parte do pagamento.

Já a caminhonete Toyota Hilux pertencia a uma prima da testemunha. A jovem afirmou não ter conhecimento da existência das drogas e munições encontradas no closet do imóvel.

Lucas passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada na manhã desta quinta-feira (3).

Furto de drogas - Este é um desdobramento da operação que prendeu um policial penal e um policial militar em abril deste ano. O grupo chegou a uma casa no Parque dos Girassóis, em dois veículos descaracterizados e, usando coletes balísticos, afirmou ser formado por policiais.

Após arrombar o portão, os quatro homens entraram no imóvel e retiraram sacolas com tabletes de maconha, colocando parte da droga nos carros. A ação durou cerca de três minutos e foi registrada por câmeras de segurança.

Os suspeitos deixaram o local levando apenas parte do carregamento, enquanto 21 sacos, com 12,080 quilos de maconha, além de uma balança de precisão, foram encontrados pela Polícia Militar após ser acionada pelos moradores.

Segundo a investigação da Denar, a droga pertencia a traficantes e estava armazenada na garagem da residência. O morador do imóvel confirmou o furto e relatou ter sido ameaçado pelos donos do carregamento, que cobravam dele pela mercadoria perdida.

A apuração, que durou cerca de dois meses e envolveu análise de imagens e cruzamento de dados, identificou os quatro envolvidos, entre eles o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos e o policial militar Lucas Villegas Campos.

Em números

  • Pego com R$ 47 mil usava aluguéis de temporada para evitar prisão
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Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink