Com CNH suspensa, idosa de 64 anos dirigia veículo que acertou moto de Anália Alves Bandeira.
A motorista que atingiu e matou motociclista na tarde de quarta-feira na Avenida Gunter Hans usará tornozeleira eletrônica. Vídeo gravado por câmeras de segurança mostra o exato momento em que Anália Alves Bandeira, de 43 anos, é prensada entre um carro e um caminhão, no Bairro Tijuca, em Campo Grande.
A motorista do carro de passeio, Suely Aparecida Silva dos Santos, de 64 anos, dirigia com a CNH suspensa e acabou presa em flagrante.
Suely passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira. Ela responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por 180 dias.
O juiz José Henrique Kaster Franco determinou a apreensão do veículo e proibiu a idosa de vender a residência em que mora no Aero Rancho.
O acidente aconteceu no final da tarde. No vídeo é possível ver que Anália estava parada no semáforo vermelho com sua motocicleta, posicionada logo atrás de um caminhão.
A condutora do Chevrolet Prisma vinha no mesmo sentido e atinge a traseira da moto sem desacelerar, prensando a vítima contra a estrutura do caminhão. Anália sofreu ferimentos graves e morreu no local antes do atendimento dos bombeiros.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Perícia constatou no local que não havia marcas de frenagem na pista. O teste no sistema de freios do Prisma apontou funcionamento normal, o que indica falta de atenção e desrespeito à distância de segurança por parte da condutora.
Dentro do carro, os peritos apreenderam uma receita do analgésico. O condutor do caminhão fez o teste do bafômetro, que resultou negativo.
Logo após a colisão, Suely entrou em estado de choque e precisou ser socorrida sob escolta policial para a UPA Leblon com suspeita de infarto. Após receber alta na madrugada de quinta-feira (3), ela foi levada para a Depac Cepol.
Na delegacia, a checagem ao sistema Infoseg confirmou que a habilitação de Suely está suspensa. O delegado Willian Rodrigues ratificou a prisão em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a majorante por conduzir sem permissão ou habilitação.
Como a condutora já possui histórico de prisão por dirigir sob efeito de álcool, a autoridade policial negou a fiança e representou ao Poder Judiciário pela fixação de fiança cumulada com monitoramento eletrônico.
Em depoimento ao delegado William Rodrigues de Oliveira Júnior, Suely alegou que o sol atrapalhou sua visão no momento em que colidiu na traseira do caminhão.
O sol estava incomodando e atrapalhou a minha visão. O caminhão e a moto frearam muito rápido, de repente, e eu não consegui parar", disse a idosa.
Ela ainda afirmou que estava sem dirigir há algum tempo e negou ter sido presa por embriaguez em 2020. Segundo ela, naquele ano ela esteve na delegacia, passou por audiência de custódia e foi liberada.
A motorista também negou tomar medicação e disse que o remédio encontrado em seu carro era porque esteve internada e havia saído do hospital.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…