O pecuarista aguarda audiência de custódia em Campo Grande. O g1 não localizou a defesa do suspeito até a publicação desta reportagem.
Motorista é preso após bater em carro, capotar e desacatar policiais.
De acordo com o soldado Gustavo Nascimento Marques, do Batalhão de Trânsito, a equipe foi acionada após receber a informação de que o motorista estaria embriagado.
Testemunhas o amarraram e impediram que ele deixasse o local.
Quando os policiais chegaram, Juliano estava no chão, cercado pelos moradores. Segundo o relato de um frentista, antes de ser contido, o pecuarista teria subido na motocicleta de um funcionário do posto para tentar fugir.
Ainda segundo o policial, Juliano estava exaltado e agressivo desde o início do atendimento. Marques afirmou que ele dificultou o trabalho dos bombeiros, precisou ser imobilizado em uma maca e passou a xingar os policiais.
O soldado também afirmou que Juliano teria feitos comentários sobre uma policial militar. Segundo Marques, durante a ocorrência, ele a chamou de “bonitona” e, posteriormente, na delegacia, de “gost***”.
A policial confirmou o relato do colega. Segundo ela, Juliano a desrespeitou diversas vezes com xingamentos e comentários ofensivos relacionados ao fato de ela ser mulher.
A policial informou que registrou representação criminal por desacato.
Além dos relatos sobre os xingamentos, os policiais disseram ter identificado sinais de embriaguez em Juliano, como olhos avermelhados, odor de álcool, comportamento agressivo e dificuldade para caminhar.
O soldado afirmou que foram feitas três tentativas de realizar o teste do bafômetro, mas o procedimento não foi concluído porque, segundo ele, Juliano não colaborou.
Diante disso, os policiais fizeram um Termo de Constatação de Alteração da Capacidade Psicomotora, documento usado para registrar os sinais observados durante a abordagem.
À polícia, Juliano negou ter ingerido bebida alcoólica. Ele afirmou que havia levado um amigo de Alcinópolis para Campo Grande e dirigia a caminhonete quando bateu na traseira de um carro branco.
Segundo Juliano, após o acidente, ele saiu sozinho da caminhonete e foi até um posto em busca de ajuda. Ele negou ter feito algo errado e disse que foi perseguido por um homem.
O pecuarista também negou ter ofendido os policiais. Ele afirmou que foi contido, algemado e agredido durante a ocorrência. Segundo Juliano, as agressões foram graves e ele foi vítima de uma injustiça.
A versão de Juliano, no entanto, é diferente da apresentada pelos policiais no boletim de ocorrência e nos depoimentos prestados à polícia.
Após receber atendimento médico na UPA Santa Mônica, Juliano foi levado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. Conforme o registro, ele tinha ferimentos no rosto causados pelo acidente.
A caminhonete foi levada para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) porque não havia no local uma pessoa habilitada para retirá-la. O outro carro envolvido na batida foi liberado para a condutora.
Após Juliano ser levado à delegacia, a autoridade policial determinou o registro da ocorrência e a prisão em flagrante.