Imagem do animal silvestre já sem vida foi feita nas proximidades da Ponte do Grego, a 31 km da Capital.
Uma onça-parda morreu atropelada na MS-352, perto de Terenos, e foi encontrada na manhã deste domingo (30), no km 20 da rodovia. O animal estava na região da Ponte do Grego, a cerca de 31 quilômetros de Campo Grande.
Marcas de sangue ainda permaneciam sobre o asfalto quando ciclistas passaram pelo trecho.
Uma onça-parda foi encontrada morta após ser atropelada na MS-352, no km 20, próximo a Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande. O animal foi avistado por ciclistas na manhã de domingo (30), na região da Ponte do Grego.
O ciclista Josué Vaneli relatou que, de longe, pensou ser um cachorro. Marcas de sangue no asfalto indicavam que o atropelamento ocorreu durante a madrugada.
O ciclista Josué Vaneli fazia um treino de bicicleta acompanhado de três mulheres quando avistou o felino na borda da pista. De longe, ele chegou a pensar que se tratava de um cachorro.
O grupo seguiu o percurso e decidiu voltar pouco tempo depois para registrar a situação. Quando retornou, o corpo já havia sido retirado do asfalto e colocado sobre a vegetação ao lado da rodovia estadual.
O que diz a lei - A Constituição Federal determina que o Poder Público e a população protejam a fauna e proíbe práticas que coloquem espécies em risco, provoquem extinção ou submetam animais à crueldade.
A Lei de Crimes Ambientais também prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem mata, persegue, caça ou captura animal silvestre sem autorização.
O atropelamento acidental, porém, não configura crime por si só quando não há intenção de atingir o animal, conforme orientação da PMA (Polícia Militar Ambiental).
Em casos de atropelamento, a orientação é parar apenas em local seguro e acionar a PMA se o animal estiver ferido, sem tentar capturá-lo ou manuseá-lo por conta própria.
O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) alerta que animais machucados podem reagir por instinto e que o resgate exige equipe especializada, que pode encaminhá-los ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).
Se o animal estiver morto sobre a pista, a PMA recomenda retirá-lo para o acostamento somente quando a manobra puder ser feita com segurança, para evitar novos acidentes.
Em números
- Imagem do animal silvestre já sem vida foi feita nas proximidades da Ponte do Grego, a 31 km da Capital