Gloria Steinem morreu aos 92 anos na última quarta-feira (2), em sua casa, em Nova York. A morte foi comunicada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome.
A causa não foi informada. Uma das figuras mais conhecidas do feminismo norte-americano, ela permaneceu ligada à defesa da igualdade até os últimos anos. Steinem ganhou projeção no jornalismo e se tornou uma das principais representantes da chamada segunda onda do feminismo.
Sua atuação envolveu temas como direitos reprodutivos, violência doméstica, presença das mulheres na política e desigualdade no mercado de trabalho. Em 1963, chegou a trabalhar disfarçada como coelhinha da Playboy para investigar as condições enfrentadas por mulheres nos clubes da empresa.
https://www.youtube.com/watch?v=6KtcaGC_hzA&t=58s Na década de 1970, participou da criação da revista Ms., publicação dedicada a questões relacionadas aos direitos das mulheres.
Também ajudou a fundar o National Women’s Political Caucus, organização voltada à ampliação da participação feminina na política dos Estados Unidos, ao lado de nomes como Bella Abzug, Shirley Chisholm e Betty Friedan.
O reconhecimento ultrapassou o movimento feminista. Em 2013, Steinem recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a maior honraria civil dos Estados Unidos.
Sua trajetória também foi levada ao cinema em 2020, no filme As vidas de Glória, dirigido por Julie Taymor. Em entrevista ao Estadão, em 2017, durante o lançamento de sua biografia Minha Vida na Estrada, Steinem avaliou que mudanças sociais começam pela tomada de consciência.
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Honraria Medalha Presidencial da Liberdade, em 2013 Filme sobre sua vida As vidas de Glória, lançado em 2020.
Steinem ganhou projeção no jornalismo e se tornou uma das principais representantes da chamada segunda onda do feminismo. Sua atuação envolveu temas como direitos reprodutivos, violência doméstica, presença das mulheres na política e desigualdade no mercado de trabalho.
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