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Marcos Pollon aparece em relatório da PF sobre emendas para filme de Bolsonaro

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, 18h:02 - A | A.

3 min de leitura
Marcos Pollon aparece em relatório da PF sobre emendas para filme de Bolsonaro

O nome do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) aparece em um relatório da Polícia Federal como um dos parlamentares que destinaram emendas para a realização do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo aponta a PF.

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, 18h:02 - A | A.

Deputado do PL-MS teria destinado R$ 1 milhão à Academia Nacional de Cultura, segundo documento citado em decisão de Flávio Dino.

A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou, nesta quinta-feira (10), uma operação da PF no âmbito do caso.

Segundo a PF, os valores foram destinados "por intermédio do Governo do Estado de São Paulo, ao projeto denominado 'Heróis Nacionais', não tendo havido, até a presente data, repasse de qualquer valor a essa entidade, em razão de óbices normativos e técnicos na celebração do respectivo termo de parceria.

Nas redes sociais, o deputado Marcos Pollon negou quaisquer irregularidades e ressaltou que a emenda não chegou a ser paga. O parlamentar também afirmou que escolheu o projeto em defesa da cultura.

Sempre defendi que a direita não pode abandonar a cultura e deixar que a esquerda decida o que os brasileiros devem aprender sobre a própria história, ensinando mentiras aos nossos filhos e netos", afirmou no X.

Diante disso, a deputada reafirma que a destinação dos recursos observou rigorosamente os princípios da administração pública e atendeu ao interesse coletivo, contribuindo para a educação, a cultura e o desenvolvimento econômico", diz trecho do comunicado.

A PF (Polícia Federal) cumpre, nesta quinta-feira (10), 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) estão entre os alvos.

A suspeita é de que parte do valor total não teria comprovação de utilização por meio de notas fiscais.

Ao todo, são 53 alvos, sendo 29 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas. Foram cumpridos mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, em ação conjunta com a CGU (Controladoria-Geral da União).

As investigações apontam a existência de uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados", que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

Além dos mandados cumpridos pelos agentes, Dino também determinou que os 29 investigados não poderão sair do país sem autorização e estão proibidos de se comunicar entre si.

O financiamento do filme "Dark Horse" é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

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Em números

  • Deputado do PL-MS teria destinado R$ 1 milhão à Academia Nacional de Cultura, segundo documento
  • Ao todo, são 53 alvos, sendo 29 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas

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Fontes consultadas

  • Capital Newslink