0x Árvore derrubada pelo temporal de abril bloqueia calçada e parte de uma rua em Campo Grande; nesta quinta-feira (10), rajada de 83,88 km/h voltou a derrubar árvores na Capital.
- Não se abrigue debaixo de árvores: há risco de queda e de descargas elétricas.
- Não estacione perto de torres de transmissão e placas de propaganda.
- Se possível, desligue os aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.
- Evite áreas alagadas e redobre a atenção enquanto durar a instabilidade.
- Mantenha a calma e não saia do veículo.
- Evite encostar nas partes metálicas do carro.
- Acione a Energisa e os Bombeiros, pelo 193.
- Espere a confirmação de que a rede foi desligada antes de sair.
No começo da noite, a própria Defesa Civil ainda não sabia o tamanho do estrago e passou a pedir que os moradores informem os danos pelo telefone 199, para montar um mapa das ocorrências e decidir por onde começar.
O aviso de tempestade que valia para esta quinta-feira, de nível amarelo, previa ventos de 40 a 60 km/h. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou uma rajada, o pico que o vento alcança por poucos segundos, de 83,88 km/h.
Ficou cerca de 40% acima do teto do aviso e dentro da faixa que o próprio Inmet usa para o alerta laranja, de 60 a 100 km/h.
Segundo a Defesa Civil municipal, o alerta vale das 23h desta quinta-feira às 22h59 de sexta-feira (11), no horário de Mato Grosso do Sul, com previsão de chuva de 30 a 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros no dia, e ventos intensos.
O risco inclui queda de árvores, cortes de energia e alagamentos.
A Defesa Civil ainda não sabe por onde começar.
O 199 é gratuito. Como as linhas ficaram instáveis ao longo da tarde, a Prefeitura abriu também o 156, da Ouvidoria-Geral, para receber os chamados. Vale comunicar qualquer situação de risco, alagamento, queda de árvore, dano em imóvel ou via bloqueada, sem esperar que uma equipe passe pela rua.
Quando a árvore cai sobre a fiação elétrica, a orientação da Defesa Civil é chamar os Bombeiros, pelo 193.
Segundo Eneas, as secretarias municipais estavam de prontidão desde as 10h. A Prefeitura informou que as equipes percorrem as áreas mais atingidas para identificar pontos críticos, em conjunto com Corpo de Bombeiros e Energisa, principalmente onde há árvores sobre vias, fios no chão, alagamentos e risco estrutural.
Árvores caíram na Afonso Pena e na Mato Grosso.
Na Avenida Mato Grosso, uma árvore de grande porte caiu sobre um carro na altura da Rua Frederico Soares e interrompeu o sentido de subida. Na Rua 13 de Maio, ao lado do Cemitério Santo Antônio, outra atingiu motocicletas estacionadas.
No estacionamento do Hospital Universitário, na Vila Ipiranga, uma árvore danificou ao menos quatro carros. Também houve quedas na Afonso Pena e na Avenida Capital.
Na Afonso Pena, em frente ao Bioparque Pantanal, uma árvore derrubou um poste com transformador e deixou cabos sobre um carro. A motorista não se feriu. Ela esperou cerca de meia hora dentro do veículo, até a Energisa confirmar o desligamento da rede.
O vento arrancou coberturas e derrubou um letreiro.
Na UPA do bairro Universitário, parte do forro de PVC desabou sobre a área de espera da recepção, e vidros laterais se soltaram. Os pacientes foram retirados do local.
Segundo relatos de quem estava na unidade, ninguém se feriu.
Na Esplanada Ferroviária, a Galeria de Vidro da Plataforma Cultural ficou sem cobertura. Do outro lado da Avenida Calógeras, o tapume metálico da reforma do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul caiu, e parte da estrutura foi parar na pista.
Na Avenida Ernesto Geisel, o letreiro do Fort Atacadista despencou sobre a via.
Na UFMS, corredores chegaram a alagar. Houve registro de granizo em pontos da cidade, como o São Bento.
Sem luz, os semáforos apagaram na volta para casa.
Moradores relataram falta de energia no Centro e em bairros como Amambai, Guanandi, Piratininga, São Bento, Jardim Veraneio e Vila Margarida. Com a rede desligada, semáforos apagaram justamente no horário de maior movimento, e a volta para casa ficou mais lenta em vários pontos.
Na Esplanada, dois cabos energizados levaram a Guarda Civil Metropolitana a isolar parte da área, e a Feira Central encerrou o expediente mais cedo por falta de luz.
Pelo aplicativo, a Energisa avisou clientes que fez um desligamento emergencial para manutenção da rede e que as equipes trabalhavam para religar a energia o mais rápido possível.
Com o alerta laranja a partir das 23h e a contagem de estragos ainda aberta, a Defesa Civil reforça que ninguém precisa esperar a visita de uma equipe para avisar sobre um problema.
Em situação de risco, o chamado vai pelo 199. Se a linha falhar, a alternativa é o 156.
Orientações do Inmet e da Prefeitura de Campo Grande.
Orientação da Energisa para cabos de energia caídos sobre veículos.
Chame os Bombeiros, pelo 193. A corporação atende a ocorrência e emite o laudo, documento que descreve o que aconteceu.
Reúna fotos e vídeos do estrago e registre boletim de ocorrência.
Se a árvore ficava em área pública, como praça ou canteiro, o pedido de indenização é dirigido à Prefeitura. Se estava dentro de um lote, ao dono do imóvel.
Leia o guia do A Crítica sobre queda de árvore.
Rajada: pico de velocidade que o vento alcança por poucos segundos, acima da média do momento.
Amarelo (perigo potencial): chuva de 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm no dia, ventos de 40 a 60 km/h.
Vermelho (grande perigo): mais de 60 mm por hora ou de 100 mm no dia, ventos acima de 100 km/h.
Milímetro de chuva: 1 mm equivale a 1 litro de água em cada metro quadrado.
Informações da Defesa Civil e da Prefeitura de Campo Grande, do Inmet e da Energisa. Alertas mudam ao longo do dia: confira o aviso em vigor antes de sair de casa.
Em números
- L bloqueia calçada e parte de uma rua em Campo Grande; nesta quinta-feira (10), rajada de 83,88 km/h voltou a derrubar árvores na Capital
- O de tempestade que valia para esta quinta-feira, de nível amarelo, previa ventos de 40 a 60 km/h
- Orologia (Inmet) registrou uma rajada, o pico que o vento alcança por poucos segundos, de 83,88 km/h
- Do teto do aviso e dentro da faixa que o próprio Inmet usa para o alerta laranja, de 60 a 100 km/h
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…