Acúmulo de resíduos em terreno na esquina das ruas Sírio Macuco e Tenente Lira preocupa moradores do Seminário.
Um terreno na esquina das ruas Sírio Macuco e Tenente Lira, no bairro Seminário, em Campo Grande, tem se transformado em ponto de descarte de lixo e mato alto, segundo moradores da região.
O acúmulo de resíduos, que se espalha também pelas proximidades, tem gerado reclamações relacionadas à sujeira, à possibilidade de incêndios e aos riscos de contaminação.
Moradores do bairro Seminário, em Campo Grande, reclamam de um terreno na esquina das ruas Sírio Macuco e Tenente Lira que se tornou ponto de descarte irregular de lixo e mato alto.
Os problemas incluem risco de incêndio, contaminação e impacto visual. Um mutirão de limpeza está previsto para sábado (5), às 15h. A Prefeitura foi procurada, mas não respondeu até a publicação.
Moradora da rua Tenente Lira, Luciana Saldanha afirma que a situação piorou e que o problema tem afetado até atividades simples do dia a dia. Para ela, o local se tornou um “lixão a céu aberto”.
Além do lixo, o mato alto avança em direção à rua e chega ao meio-fio. A situação também preocupa moradores dos apartamentos da MRV instalados na região, onde há grande concentração de pessoas.
Conforme os relatos, a sujeira na avenida e nas ruas próximas tem provocado reclamações entre os moradores.
A situação também é motivo de preocupação diante do tempo seco. Luciana relata que o local já pegou fogo anteriormente e teme que o acúmulo de lixo e a vegetação alta possam favorecer novos focos de incêndio.
Segundo ela, moradores já procuraram a Prefeitura para reclamar da situação, mas, até o momento, não teriam percebido uma solução para o problema. Na quinta-feira (3), conforme o relato, a região também ficou sem energia elétrica.
A moradora ainda conta que o filho está com virose e que suspeita que a doença possa ter alguma relação com as condições de sujeira no entorno. A relação, no entanto, não foi confirmada por avaliação médica.
Morador faz limpeza por conta própria - O problema também incomoda Emerson Moraes, que mora na região. Para ele, o acúmulo de lixo não afeta apenas a aparência do bairro, mas também causa preocupação com a saúde dos moradores.
Emerson também destaca o impacto visual provocado pelo lixo. “E sem falar na estética visual, na ambiência, que incomoda, também a meu ver, incomoda tanto quanto.
Ele conta que a situação chegou ao ponto de causar constrangimento para quem recebe visitas em casa. “Dá até vergonha de chamar um amigo para ir na sua casa e passar naquela rua ali.
Diante do problema, o morador decidiu adotar uma rotina própria de limpeza em frente à casa onde mora, na rua Dom Ladislau Pass. Ele conta que, periodicamente, varre folhas e recolhe resíduos deixados na rua.
Emerson também recolhe garrafas e outros materiais que acabam descartados nas proximidades de distribuidoras. Segundo ele, os resíduos são colocados nos tambores de lixo dos estabelecimentos, em acordo com um dos proprietários.
O morador afirma ainda que comprou um fardo com 100 sacos de lixo para continuar realizando a limpeza por conta própria. A iniciativa, segundo ele, é uma tentativa de contribuir para melhorar as condições da região e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.
Para Emerson, a solução depende também da participação dos próprios moradores. “É lógico, é cada um fazer a sua parte, fazer um pouquinho. E assim a gente dá uma condição melhor para nós mesmos.”.
Emerson conta que já morou em apartamento no próprio bairro Seminário, na região do Belvedere, antes de se mudar para uma casa. A mudança, segundo ele, também teve relação com a necessidade de oferecer mais espaço para o filho, que é autista.
Mesmo depois da mudança, o morador afirma que continua incomodado com a situação do lixo nas ruas.
Para ele, além das preocupações relacionadas à possibilidade de contaminação, o aspecto do bairro é um dos principais incômodos.
Mutirão - Segundo os moradores, está previsto para sábado (5), às 15h, um mutirão de limpeza na região para tentar amenizar o problema. A expectativa é de que o trabalho retire parte do lixo e da vegetação acumulados no local.
O caso ocorre em meio a reclamações dos moradores sobre a manutenção das ruas e terrenos da região. Enquanto aguardam uma solução, parte deles tem recorrido a ações próprias para retirar resíduos das calçadas e vias próximas.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber sobre as reclamações, a situação do terreno, eventual programação de limpeza e as medidas previstas para o local, mas até a publicação da matéria não houve retorno.
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