O Supremo Tribunal Federal (STF) vai reforçar a segurança de sua sede, em Brasília, durante as celebrações de 7 de Setembro. O planejamento reúne diferentes órgãos públicos e prevê compartilhamento de informações de inteligência, avaliação de riscos, revistas, bloqueios, restrições no espaço aéreo e monitoramento de drones.
A estratégia segue o modelo adotado pelo tribunal em anos anteriores e em grandes eventos com potencial de oferecer riscos às instalações da Corte. Embora a medida ocorra em meio à atual crise interna no STF, o esquema para o feriado da Independência já vinha sendo preparado antes do agravamento das divergências no tribunal.
A atuação será integrada entre o STF, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), forças de segurança do DF e outros órgãos.
Segundo informações do Supremo, o trabalho conjunto envolve a definição de efetivos e das áreas de responsabilidade de cada instituição, além da adoção das medidas de reforço consideradas necessárias nas regiões sob responsabilidade do tribunal.
A restrição temporária de voos de drones na área do desfile de 7 de Setembro em Brasília também foi divulgada pelas autoridades do Distrito Federal. Segurança foi ampliada após ataques de 8 de janeiro O STF intensificou a articulação com outros órgãos de segurança depois dos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.
Desde então, operações conjuntas e ações preventivas passaram a fazer parte da preparação para eventos com grande concentração de pessoas nas proximidades da Praça dos Três Poderes.
Para este 7 de Setembro, a estrutura de segurança já estava em planejamento antes da crise que ganhou força nos últimos dias entre integrantes do próprio Supremo.
Crise entre ministros aumenta tensão no tribunal O ambiente interno se deteriorou após a divulgação de informações relacionadas a investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
André Mendonça, relator de investigação relacionada ao Banco Master, tornou público relatório da Polícia Federal que contém menções a Alexandre de Moraes e a outras autoridades.
A Procuradoria-Geral da República também foi chamada a se manifestar sobre o conteúdo. Em outra frente, Moraes pediu a apuração da atuação de Mendonça diante de supostas irregularidades na condução de investigações.
As acusações ainda estão no campo das apurações e das divergências entre os ministros. Apesar do momento de tensão, o reforço previsto para o 7 de Setembro não foi apresentado pelo STF como consequência direta da crise interna.
O esquema mantém a linha de segurança adotada pela Corte nos últimos anos para grandes eventos em Brasília.
Segurança foi ampliada após ataques de 8 de janeiro.
Crise entre ministros aumenta tensão no tribunal.
Em outra frente, Moraes pediu a apuração da atuação de Mendonça diante de supostas irregularidades na condução de investigações. As acusações ainda estão no campo das apurações e das divergências entre os ministros.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…