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Mato Grosso do Sul

Julgamento de Moraes no STF: Pressão por adiamento e disputa por celular de banqueiro

Apesar da pressão de ministros dos dois lados da Corte, o presidente do STF, Edson Fachin, manteve para esta terça-feira (15) o julgamento que decide sobre a in

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Julgamento de Moraes no STF: Pressão por adiamento e disputa por celular de banqueiro

Ministros do STF tentaram adiar o julgamento sobre a relação de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, mas Edson Fachin manteve a data. A discussão ocorre a 20 dias do primeiro turno das eleições, gerando preocupação sobre a contaminação do cenário político.

  • Ministros do STF tentaram adiar o julgamento sobre a relação de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, mas Edson Fachin manteve a data.
  • A discussão ocorre a 20 dias do primeiro turno das eleições, gerando preocupação sobre a contaminação do cenário político.
  • Aliados de Moraes planejam um pedido de vista para esvaziar a sessão, mas há risco de antecipação de votos da ala contrária.
  • A disputa interna no STF se intensificou com a troca de ofícios sobre o celular de Daniel Vorcaro, apreendido em 2025.
  • Mendonça negou acesso integral ao celular, sendo acusado de divulgação seletiva, enquanto Zanin pediu cópia diretamente à PF.
  • A Polícia Federal afirmou que o arquivo original do celular de Vorcaro permanece sob sua custódia, com integridade garantida.

Aliados de Moraes planejam um pedido de vista para esvaziar a sessão, mas há risco de antecipação de votos da ala contrária. A disputa interna no STF se intensificou com a troca de ofícios sobre o celular de Daniel Vorcaro, apreendido em 2025.

Mendonça negou acesso integral ao celular, sendo acusado de divulgação seletiva, enquanto Zanin pediu cópia diretamente à PF. A Polícia Federal afirmou que o arquivo original do celular de Vorcaro permanece sob sua custódia, com integridade garantida.

A pressão para tirar da pauta o julgamento mais delicado do Supremo Tribunal Federal em anos partiu dos dois lados da Corte, e não funcionou. Ministros próximos de Alexandre de Moraes e ministros que pretendem votar contra ele procuraram o presidente do tribunal, Edson Fachin, ao longo do fim de semana para pedir o adiamento da sessão desta terça-feira (15), que decide se será aberta investigação sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

Fachin manteve a data. O argumento de quem pediu o adiamento não é jurídico, é de calendário. O caso chega ao plenário a 20 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e parte dos ministros avalia que a discussão vai contaminar ainda mais a reta final da eleição presidencial.

A saída que circulou nos gabinetes era empurrar o julgamento para novembro, depois do segundo turno. Um pedido de vista pode esvaziar a sessão antes do primeiro voto Diante da recusa de Fachin, ministros próximos de Moraes preparam um pedido de vista logo na abertura, antes que qualquer voto seja proferido.

Se a manobra funcionar, a sessão dura minutos e o mérito fica parado. O roteiro, porém, tem um risco: integrantes do grupo de André Mendonça, relator do caso Master, podem antecipar seus votos, o que abriria espaço para a resposta da ala contrária e para a discussão áspera que o adiamento pretendia evitar.

A conta que define o resultado é curta. Como este jornal detalhou nesta segunda-feira (14), apenas oito dos dez ministros em exercício votam: Moraes é o alvo da discussão e Dias Toffoli se declarou suspeito nos casos ligados ao Master.

A maioria, portanto, é de cinco votos. A briga migrou para o celular do banqueiro Nos últimos dias a disputa interna virou uma troca de ofícios em torno de um único objeto: o celular apreendido com Vorcaro em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero.

Aliados de Moraes pediram acesso à íntegra das investigações sobre o Banco Master, que estão sob relatoria de Mendonça. Ele liberou apenas parte dos documentos, sob o argumento de que a divulgação integral poderia atrapalhar a apuração, e foi acusado pelo grupo adversário de fazer divulgação seletiva.

Mendonça negou os pedidos de acesso feitos por Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. No sábado (12), Fachin deu 24 horas para a Polícia Federal informar a situação do aparelho.

Dentro do prazo, no domingo (13), a PF respondeu que tem condições técnicas de produzir e enviar aos gabinetes uma cópia idêntica dos dados extraídos. Mendonça reagiu e falou em tentativa de "tumultuar" o julgamento.

Zanin não esperou. Determinou que a PF entregasse ao seu gabinete, até as 23h, uma cópia da mídia do celular, e fez o pedido diretamente ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em vez de passar pela presidência do tribunal.

Depois encaminhou a Fachin uma cópia da ordem "para conhecimento e eventuais providências". A PF diz que o arquivo original nunca saiu de suas mãos No mesmo documento em que se colocou à disposição para gerar cópias, a Polícia Federal fez questão de registrar que o arquivo original permanece integralmente na instituição, com cadeia de custódia documentada, lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital.

O conteúdo, segundo a corporação, "jamais deixou a custódia da instituição". A PF acrescentou um detalhe que interessa ao julgamento: a cópia enviada ao gabinete de Mendonça em março não corresponde ao arquivo original, e o envio ocorreu "mediante solicitação do próprio gabinete.

Mendonça, em despacho também de domingo, defendeu manter sob sigilo a íntegra do que está no aparelho e afirmou que todo o material necessário para a sessão de terça já havia sido entregue aos ministros.

Entenda A sessão desta terça no Supremo QuandoTerça-feira, 15 de setembro de 2026 ProcessoPetição 16. 662, sob relatoria de Edson Fachin O que se decideSe o STF abre investigação sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro Quem vota8 dos 10 ministros em exercício (Moraes é o alvo e Toffoli se declarou suspeito) Maioria5 votos Caso vizinhoA apuração sobre André Mendonça, por suspeita de abuso de autoridade, fica para 23 de setembro Ver o placar voto a voto Acompanhar o caso Master + Entenda os termos Pedido de vista: quando um ministro pede mais tempo para estudar o processo.

O julgamento é interrompido e só volta quando ele devolve o caso. Relator: o ministro responsável por conduzir o processo, reunir provas e apresentar o primeiro voto.

Cadeia de custódia: o registro de todos os que tiveram contato com uma prova, desde a apreensão. Serve para mostrar que o material não foi alterado. Suspeição: quando o próprio julgador se declara impedido de participar por ter ligação com o caso ou com as partes.

Com informações da Agência Estado e do arquivo do A Crítica. As posições atribuídas a ministros circulam em Brasília e não foram confirmadas publicamente por nenhum deles.

Os citados são considerados inocentes até o trânsito em julgado de eventual condenação. O A Crítica busca contato com as defesas; o espaço segue aberto para manifestação.

0x Fachin manteve terça-feira (15) mesmo depois de ser procurado por aliados e por adversários de Moraes; a alternativa que circulou na Corte era jogar o caso para novembro, depois do segundo turno.

Um pedido de vista pode esvaziar a sessão antes do primeiro voto.

Diante da recusa de Fachin, ministros próximos de Moraes preparam um pedido de vista logo na abertura, antes que qualquer voto seja proferido. Se a manobra funcionar, a sessão dura minutos e o mérito fica parado.

A briga migrou para o celular do banqueiro.

Depois encaminhou a Fachin uma cópia da ordem “para conhecimento e eventuais providências”.

A PF diz que o arquivo original nunca saiu de suas mãos.

O conteúdo, segundo a corporação, “jamais deixou a custódia da instituição”.

Pedido de vista: quando um ministro pede mais tempo para estudar o processo. O julgamento é interrompido e só volta quando ele devolve o caso.

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