Mais de duas décadas de carreira no futebol deixaram para Jô histórias dentro e fora dos gramados, algumas delas marcadas por dificuldades pessoais que o ex-atacante decidiu abordar publicamente.
Em entrevista ao portal Ge, ele falou sobre a relação que teve com a bebida, os problemas judiciais enfrentados nos últimos anos e a convivência com Ronaldinho Gaúcho durante o período em que os dois atuaram juntos pelo Atlético-MG.
Ao comentar o consumo de álcool, Jô disse que não bebia diariamente, mas admitiu que tinha dificuldade para estabelecer limites quando começava. “Acho a palavra ‘alcoólatra’ muito forte, o caso era mais de que não tinha controle.
Não era todos os dias (que bebia), mas, quando acontecia, eu não tinha freio. Talvez os profissionais de saúde digam: ‘mas isso aí é alcoolismo’. No meu entendimento como ser humano, acho que não era.
Hoje, graças a Deus, tenho esse controle, mas foi bem complicado”, declarou. O ex-jogador afirmou que atualmente consegue lidar melhor com essa questão, após um período que classificou como complicado.
Problemas fora dos gramados Além das dificuldades relacionadas à bebida, Jô também comentou episódios judiciais que marcaram a reta final de sua carreira. O ex-atacante foi preso cinco vezes por falta de pagamento de pensão alimentícia e tem oito filhos de cinco relacionamentos.
Na entrevista, ele falou sobre a exposição provocada pelos casos e sobre as críticas recebidas nas redes sociais. “A rede social nada mais é do que um tribunal, com um monte de juízes te julgando o tempo inteiro sem te conhecer, sem saber a situação ou a história real.
Não é uma situação confortável, mas, graças a Deus, consigo lidar com isso melhor do que imaginava. Hoje vou administrando para que esse tipo de problema não aconteça mais”, afirmou.
Jô relacionou o período à necessidade de administrar melhor questões pessoais e evitar novos episódios semelhantes. Convivência com Ronaldinho Outro assunto tratado na entrevista foi a proximidade com Ronaldinho Gaúcho, com quem dividiu o elenco do Atlético-MG entre 2012 e 2014.
Jô afirmou que a imagem criada em torno das festas promovidas por Ronaldinho nem sempre correspondia ao ambiente que ele presenciava. Segundo o ex-atacante, os encontros eram marcados principalmente por música, conversa e convivência entre amigos.
Ele fica no canto dele, toma a bebida dele, a gente faz um pagode, conversa com os amigos, dá risada. Essa é a festa que ele faz. O resto é folclore”, contou. Jô também disse que alguns encontros se estendiam por dias, mas afirmou que a permanência era uma escolha dos convidados.
Depois, passou por Manchester City, Everton e Galatasaray antes de retornar ao Brasil para defender o Internacional. No Atlético-MG, conquistou a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, além de outros três títulos.
Mais tarde, após passagem pelo futebol asiático, voltou ao Corinthians e participou da conquista do Campeonato Brasileiro de 2017. O último clube da carreira de Jô foi o Itabirito, de Minas Gerais, onde atuou no ano passado.
Carreira passou por Brasil, Europa e Ásia.
Revelado pelo Corinthians, Jô deixou o futebol brasileiro em 2006, quando foi negociado com o CSKA Moscou, da Rússia.
No Atlético-MG, conquistou a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, além de outros três títulos. Mais tarde, após passagem pelo futebol asiático, voltou ao Corinthians e participou da conquista do Campeonato Brasileiro de 2017.
Neymar soma cinco participações em gols em cinco jogos pelo Santos após a Copa.
Camisa 10 marcou duas vezes e deu três assistências desde o retorno ao clube após o Mundial.
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.