Durante agenda de campanha em Boa Vista, Roraima, nesta quinta-feira (10), ele acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar a ação por motivação política.
A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para apurar a suspeita de que recursos provenientes de emendas parlamentares tenham sido desviados para financiar a produção cinematográfica.
Entre os alvos estão Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., produtora responsável pelo filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa.
As defesas dos dois foram procuradas, mas não haviam se manifestado no momento mencionado no material original.
Durante entrevista em Boa Vista, Flávio negou irregularidades na produção e afirmou que o longa não recebeu recursos públicos.
A manifestação do senador contrasta com a linha seguida pela investigação, que busca esclarecer se recursos ligados a emendas parlamentares foram desviados para beneficiar o projeto.
Flávio afirmou ainda que a operação não interfere em sua campanha e relacionou a ação policial ao cenário eleitoral. Segundo ele, a investigação ocorre em um momento em que aparece bem posicionado em pesquisas, inclusive em cenários de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A passagem por Boa Vista marcou o primeiro ato de campanha de Flávio Bolsonaro na região Norte. A programação incluiu uma motocarreata e um comício em trio elétrico na Praça do Centro Cívico.
Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado pelo PL Hélio Bolsonaro e Antônio Carlos Nicoletti.
Durante a agenda, Flávio também ampliou as críticas ao STF. O senador afirmou que a Corte deveria ter adotado uma postura de maior autocontenção e voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Flávio, “deram superpoderes a um ministro específico do STF, que é o Alexandre de Moraes, porque era pra tirar o Bolsonaro, mas com o pretexto de salvar a democracia”.
O candidato também declarou que pretende assumir uma posição de enfrentamento ao que considera excessos dentro do Supremo.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após a derrota para o PT em 2022.
A investigação sobre “Dark Horse” acrescenta um novo elemento ao discurso eleitoral de Flávio Bolsonaro. Enquanto a PF busca esclarecer o caminho dos recursos ligados ao projeto, o candidato passou a apresentar a operação como parte de um embate político com integrantes do Supremo.
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