O encontro foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) e teve a presença do vice-presidente do TST, ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos.
- O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou de debate sobre relações trabalhistas e segurança jurídica no Acre.
- O evento, promovido pela FIEAC, contou com a presença do vice-presidente do TST, ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos.
- Longen destacou a importância de regras claras e previsibilidade para o setor industrial.
- O ministro Caputo Bastos apresentou palestra sobre segurança jurídica e prevenção de conflitos no trabalho.
- A aproximação entre a Justiça do Trabalho e o setor produtivo é fundamental para buscar soluções equilibradas.
Não é a primeira vez em 2026 que a indústria e a cúpula da Justiça do Trabalho sentam à mesma mesa, e a primeira delas foi em Mato Grosso do Sul. Em 19 de junho, Longen abriu no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande, o evento Jornada 6×1 em Debate.
Cinco dias depois, no mesmo tribunal, Caputo Bastos defendeu a conciliação como resposta mais rápida e mais barata que o processo judicial.
O presidente da FIEAC, João Paulo de Assis Pereira, disse que a discussão aproxima quem contrata, quem trabalha e quem julga. “É muito importante para a FIEAC poder trazer um debate dessa dimensão para o Acre.
Temos empresários, advogados, representantes dos trabalhadores e profissionais do Direito discutindo um tema que impacta diretamente o ambiente de negócios e a geração de empregos”, declarou.
Caputo Bastos apresentou a palestra “Segurança Jurídica nas Relações de Trabalho: Desafios e Perspectivas”, em que tratou das mudanças no mundo do trabalho e da prevenção de conflitos.
O argumento é o mesmo que ele levou ao TRT sul-mato-grossense em 24 de junho, quando resumiu a agenda em uma frase: “conciliar é a melhor solução”. Na ocasião, ele disse que a formação jurídica no país ainda prepara advogados para litigar, e não para mediar.
8 de junho de 2026: em entrevista de rádio, Longen criticou as propostas de redução da jornada de 44 para 40 ou 36 horas semanais e disse que empresas de MS convivem com déficit de 10% na força de trabalho.
19 de junho de 2026: Longen abriu, no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande, o evento “Jornada 6×1 em Debate”, e defendeu a prevalência do acordado sobre o legislado.
Segurança jurídica: saber de antemão como a lei vai ser aplicada, para que empresa e trabalhador não sejam surpreendidos por decisões diferentes em casos iguais.
Acordado sobre o legislado: tese de que o acordo entre empresa e sindicato pode valer mais que a regra escrita na lei em alguns pontos do contrato de trabalho.
Conciliação: acordo fechado entre as partes, com ou sem processo aberto, que encerra a disputa sem julgamento.
Escala 6×1: jornada de seis dias de trabalho para um de folga, alvo de proposta de mudança na Constituição que tramita no Congresso.
TRT da 24ª Região: a Justiça do Trabalho de Mato Grosso do Sul, com sede em Campo Grande. O TST é a instância final desses processos, em Brasília.
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