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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Acesso paraguaio à Ponte Bioceânica avança com 3 km de aterro concluídos

Areia dragada do Rio Paraguai forma uma base de até 5 metros de altura sobre o solo pantanoso do Chaco; o material divulgado não informa a extensão total do ace

4 min de leitura
Acesso paraguaio à Ponte Bioceânica avança com 3 km de aterro concluídos

0x Ponte Internacional Bioceânica, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, em etapa posterior à união das aduelas sobre o Rio Paraguai. Do lado paraguaio, o acesso que ligará a ponte à PY-15 já tem cerca de 3 quilômetros de aterro concluídos.

  • O acesso paraguaio à Ponte Bioceânica já tem 3 km de aterro concluídos em Carmelo Peralta, ligando a ponte à rodovia PY-15.
  • O aterro é construído com areia e sedimento sugados do Rio Paraguai, atingindo até 5 metros de altura em alguns pontos.
  • A altura do aterro e as estruturas de drenagem são essenciais para atravessar o Chaco Paraguaio, uma planície de solo mole.
  • A ponte, com 1.294 metros de extensão e 20 metros de largura, teve suas duas metades unidas em julho sobre o Rio Paraguai.
  • No lado brasileiro, os acessos pela BR-267 e o contorno de Porto Murtinho somam 13 km, com conclusão prevista para 2027.
  • A pavimentação da PY-15 avança em território paraguaio, em quatro lotes ao longo de 224 km, rumo à fronteira com a Argentina.
  • O Corredor Bioceânico de Capricórnio, com 2.396 km, conecta o Atlântico ao Pacífico, passando por Paraguai, Argentina e Chile.

O aterro não é feito com terra trazida de fora. É feito com o próprio rio. Dragas sugam areia e sedimento do fundo do Rio Paraguai e bombeiam o material até o traçado da futura pista, onde a água escorre e a areia fica.

Em alguns pontos a base já chega a cerca de 5 metros de altura.

A altura tem uma razão. O trecho atravessa o Chaco Paraguaio, planície de solo mole que alaga na cheia. Por isso as equipes trabalham ao mesmo tempo na drenagem, nas passagens de água, nas estruturas de concreto e nas armações de ferro: sem elas, um aterro de 5 metros cruzando a planície funcionaria como um dique.

No encontro com a PY-15 está prevista uma rotatória.

A execução é das empresas Tecnoedil S/A Construtora e LT Construtora S/A, com responsabilidade técnica do engenheiro civil paraguaio Renê Gomez. A fiscalização cabe ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai.

As mesmas empresas atuam em obras urbanas de Carmelo Peralta ligadas à Rota Bioceânica, entre elas melhorias na avenida principal da cidade e em áreas perto da margem do rio.

A ponte já se encontrou no meio do rio.

Do lado brasileiro, os acessos pela BR-267 e o contorno rodoviário de Porto Murtinho somam cerca de 13 quilômetros. Em reportagem de julho, A Crítica registrou que esse trecho tem conclusão prevista para 2027.

Outras frentes avançam em território paraguaio. Entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, a pavimentação da PY-15 ocorre em quatro lotes ao longo de 224 quilômetros, no caminho até a fronteira com a Argentina.

É a mesma PY-15 que integra o corredor rumo aos portos do Chile.

O Corredor Bioceânico de Capricórnio tem 2. 396 quilômetros e liga o Atlântico ao Pacífico passando por Paraguai, Argentina e Chile.

Aterro hidráulico: técnica em que areia e sedimento retirados do fundo do rio são bombeados com água até o local da obra, onde a água escorre e o material fica, formando o terrapleno.

Draga: embarcação com bomba que suga o material do fundo do rio.

Passagem de água: tubo ou galeria sob a pista que deixa a água da chuva e da cheia atravessar de um lado ao outro, para o aterro não virar barragem.

Chaco Paraguaio: planície do oeste do Paraguai, de solo mole e sujeito a alagamento, que ocupa a maior parte do trajeto do corredor no país.

Itaipu Binacional: hidrelétrica administrada por Brasil e Paraguai, cujos recursos financiam obras nos dois países.

Dados do acesso paraguaio conforme informações divulgadas sobre a obra. Dados da ponte, do corredor e do lado brasileiro conforme reportagens publicadas por A Crítica.

Valores e prazos de obra em andamento estão sujeitos a alteração.

Em números

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Fontes consultadas

  • A Críticalink