Desde o início de agosto, uma família de Campo Grande convive com a dor da perda de um familiar e, ao mesmo tempo, com a incerteza sobre quando poderá se despedir dele.
Os familiares enfrentam dificuldades para trazer de volta a Campo Grande o corpo do campo-grandense Ramão Segóvia Ortiz, de 50 anos, que morreu no dia 3 de agosto, em Santarém, Portugal.
O Instituto de Medicina Legal de Portugal deu prazo até o dia 3 de setembro para que o procedimento seja realizado. Caso isso não aconteça, o corpo poderá ser enterrado no país, longe dos familiares.
Além de ainda não saberem a causa da morte, os familiares agora lutam contra o tempo para conseguir recursos e viabilizar o traslado, como explica o produtor cultural Dominique Camargo, irmão de Ramão.
Diante da situação, a família busca ajuda para conseguir o dinheiro necessário para transportar o corpo de Ramão de volta ao Brasil. Mas, além do alto custo, os familiares também enfrentam dificuldades burocráticas para viabilizar o traslado.
A família já procurou orientação no Consulado de Portugal, no Ministério das Relações Exteriores, no Governo de Mato Grosso do Sul e na Prefeitura de Campo Grande.
Segundo os familiares, os órgãos informaram que não têm responsabilidade ou recursos para custear o traslado.
Agora, a família conta com o apoio da Defensoria Pública, onde foi feito um pedido para viabilizar a transferência do corpo, explica a advogada e sobrinha de Ramão, Michely Segóvia Ortiz Giuliani.
Enquanto tenta encontrar uma solução, a família guarda as lembranças de Ramão e da trajetória de um homem que deixou Mato Grosso do Sul em busca de uma vida melhor.
A auxiliar administrativa Martina Segóvia Ortiz lembra com carinho do irmão e destaca a determinação de Ramão para realizar seus sonhos e também proporcionar melhores condições de vida à família.
Agora, enquanto a família tenta superar a dor da perda, também enfrenta uma corrida contra o tempo para garantir que Ramão possa voltar para casa e receber a despedida ao lado daqueles que o amavam.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.