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Encontro de águas no Rio Araguaia impressiona em Goiás; vídeo

Fenômeno ocorre na região conhecida como Viúva, em Nova Crixás, e mostra o contraste entre as águas do Rio do Peixe e do Rio Araguaia. Especialista explica dife

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Encontro de águas no Rio Araguaia impressiona em Goiás; vídeo

Encontro das águas' no Rio Araguaia encanta web; vídeo | Reprodução: Brabus Fishing.

Um encontro de águas no Rio Araguaia tem chamado a atenção de turistas e internautas pela diferença de tonalidade entre os rios. O registro foi feito por Leandro Rodrigues Ferreira, do perfil Brabus Fishing.

As imagens foram registradas na área conhecida como Região da Viúva, em Nova Crixás, no norte de Goiás, onde o Rio do Peixe deságua no Rio Araguaia.

Nas imagens aéreas, é possível observar de um lado a água mais límpida e esverdeada do Rio do Peixe. Do outro, o Araguaia aparece com uma coloração mais amarronzada.

As duas águas seguem lado a lado por um trecho, criando um contraste que pode ser visto de cima.

Outra pessoa escreveu: “Lugar mais lindo!”. Houve também quem destacasse a beleza do fenômeno: “Primeira vez que vejo. Coisa mais absurda de linda”.

De acordo com o biólogo especialista na área de Ecologia e Conservação de Recursos Hídricos Continentais, Ludgero Cardoso Galli, em entrevista a repórter Flávia Juliate, do g1, a diferença visual está relacionada, principalmente, às características das regiões por onde os dois rios passam.

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O Rio Araguaia é o principal rio da bacia e recebe diversos afluentes, entre eles o Rio do Peixe. Enquanto o Araguaia percorre o país predominantemente no sentido sul-norte, o Rio do Peixe atravessa Goiás em direção leste-oeste até encontrar o rio principal.

Segundo Ludgero, os rios percorrem áreas com diferentes formações geológicas, tipos de solo e características de ocupação. Essas diferenças influenciam diretamente a quantidade e o tipo de material transportado pela água.

O especialista explica que o Araguaia é conhecido pelo transporte de uma grande quantidade de sedimentos. Durante períodos de chuva, por exemplo, o escoamento superficial pode levar partículas do solo para dentro dos rios.

Além dos sedimentos, outros fatores contribuem para a diferença de tonalidade, como a velocidade da correnteza, a profundidade, a temperatura e a composição física e química da água.

A quantidade de sólidos dissolvidos e suspensos, nutrientes, matéria orgânica e até organismos microscópicos presentes nos rios também podem interferir na aparência.

Dependendo das condições dos dois rios, as massas de água podem continuar visualmente diferentes por uma longa distância. Ludgero explica que diferenças na velocidade da correnteza e na temperatura fazem com que a homogeneização seja mais lenta.

Com isso, é possível observar os dois tons seguindo praticamente paralelos durante centenas de metros.

O fenômeno não é exclusivo do encontro entre o Rio do Peixe e o Araguaia. Segundo o biólogo, outros pontos da região também apresentam situações semelhantes.

O biólogo também explica que aparência dos rios não é permanente e pode mudar de acordo com o período do ano e as condições ambientais. O biólogo chama atenção ainda para os impactos provocados pela ocupação humana.

Segundo ele, o Rio Araguaia passa por um processo de antropização, com ocupação de áreas próximas às margens.

A retirada da vegetação das áreas de preservação permanente facilita o transporte de partículas do solo para os rios. Além disso, o lançamento de efluentes e o aumento da quantidade de nutrientes podem alterar as características físicas e químicas da água.

Ludgero ressalta que as condições da área terrestre e do ambiente aquático estão diretamente relacionadas. Dessa forma, mudanças provocadas na vegetação e no solo podem refletir na qualidade da água.

Ele destaca ainda que os impactos não são percebidos apenas quando se compara um rio com outro. O próprio Rio Araguaia, segundo o especialista, apresenta atualmente características diferentes das observadas décadas atrás.

O encontro das águas também tem importância ecológica. A área onde as características de dois ambientes se encontram é chamada de ecótono, segundo Ludgero.

Nesse trecho de transição entre o Rio do Peixe e o Rio Araguaia, existem mudanças na qualidade da água, nos nutrientes disponíveis e na visibilidade. Essas condições podem influenciar diretamente a forma como diferentes espécies vivem e se alimentam.

O especialista explica que algumas espécies são adaptadas às condições do Rio do Peixe, outras ao Araguaia, enquanto há aquelas capazes de utilizar os dois ambientes.

Por isso, essas regiões de transição podem apresentar uma grande variedade de espécies. O local pode oferecer condições para alimentação, proteção contra predadores, abrigo e reprodução.

O contraste entre as águas e a paisagem de cerrado, mata e bancos de areia transforma o local em um cenário que chama a atenção de quem visita a região.

Nas redes sociais, o vídeo provocou comentários de pessoas encantadas com a paisagem.

Outro comentário destacou a transformação da paisagem durante o período de chuvas.

*Michely Loures é integrante do programa de estágio entre TV Anhanguera e Universidade Federal de Goiás (UFG), sob orientação de Gilmara Roberto.

📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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