Conhecido como “Escobar brasileiro”, o ex-major Sergio Roberto de Carvalho, que atuou na PM (Polícia Militar) de Mato Grosso do Sul, teve o julgamento retomado nesta segunda-feira (dia 7) na Bélgica.
Os acusados estão numa “caixa de vidro”, o que motiva protesto de advogados.
O caso voltou ao Poder Judiciário do país europeu em meio à polêmica, inclusive sobre a localização dos presos, que estão numa caixa de vidro.
Conforme o VRT NWS, site de emissora pública, a caixa de vidro em que os acusados precisam ficar se tornou um problema para alguns advogados, que reclamam da dificuldade de comunicação.
Audiências anteriores aconteceram em uma sala menor, com policiais mascarados e armados sentados próximos aos detentos. O julgamento recomeçou hoje, com três novos juízes, após o Tribunal de Apelação de Gante decidir que os anteriores não podiam permanecer no cargo.
O julgamento gira em torno da importação de toneladas de cocaína para o porto de Antuérpia (Bélgica), sob a cobertura da empresa de purificação de água. São 16 toneladas de cocaína, com um valor que chega a centenas de milhões de euros.
Preso em 2022 na Hungria após anos foragido, Carvalho nega participação no esquema. Em junho de 2023, autoridades o extraditaram para a Bélgica sob forte esquema de segurança.
A alcunha o desagrada e foi alvo de ação na Justiça de Mato Grosso do Sul contra a imprensa.
Em novembro de 2020, o ex-policial fugiu do cerco da PF (Polícia Federal) na operação Enterprise e chamou a atenção por ter até uma versão “morto-vivo”.
Em Portugal, num imóvel ligado ao ex-major, foram apreendidos 12 milhões de euros em uma van. Na Espanha, a mansão de Carvalho foi avaliada em 2,5 milhões de euros.
Em números
- Em Portugal, num imóvel ligado ao ex-major, foram apreendidos 12 milhões de euros em uma van
- Na Espanha, a mansão de Carvalho foi avaliada em 2,5 milhões de euros
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