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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Entre crescimento e desigualdades: as promessas dos candidatos ao governo de MS ligadas ao setor da celulose

Candidatos apresentam propostas para enfrentar os impactos da expansão do setor, que já lidera as exportações do estado e transforma a região leste no principal

6 min de leitura
Entre crescimento e desigualdades: as promessas dos candidatos ao governo de MS ligadas ao setor da celulose

Celulose: veja o que os candidatos ao governo de MS planejam para o setor.

Os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas Eleições de 2026 apresentam propostas diferentes para conciliar o crescimento econômico do estado com a necessidade de ampliar a infraestrutura diante da expansão do setor de celulose.

Apenas Daniel Lemos (PCO) não apresenta uma proposta específica para o setor. Os demais planos tratam de temas como.

🏗️Infraestrutura;🏭Logística;🚛Transporte;🧑‍🏭Impactos do crescimento da indústria de celulose.

As propostas vão de encontro na tentativa de mitigar impactos sociais e ambientais acarretados pela expansão do eucalipto até medidas de planejamento da infraestrutura, diversificação produtiva e descentralização dos investimentos.

🔎 A celulose lidera o ranking das exportações de Mato Grosso do Sul, respondendo por 29,34% do total exportado e alcançando 5,8 milhões de toneladas em 2025. 🔎🔎Dos 79 municípios do estado, 74 cultivam eucalipto, com maior concentração na região leste.

Ribas do Rio Pardo responde por 26,8% da produção, seguido por Água Clara e Três Lagoas, onde se consolidou o chamado Vale da Celulose, um ecossistema que reúne pelo menos 14 empresas do setor.🔎🔎🔎Atualmente, a região leste do estado conta com pelo menos quatro fábricas em operação.

Uma quinta unidade está em construção, enquanto outras duas estão em negociação para instalação.

Veja abaixo o que os candidatos dizem nos planos de governo.

A proposta prática de Delcídio Amaral para a questão da celulose é focada prioritariamente na infraestrutura logística e no escoamento da produção na região denominada por ele como o "Polo Mundial de Celulose na Costa Leste.

As suas diretrizes e ações práticas incluem.

Foco no transporte hidroviário e intermodal: Delcídio planeja modernizar a infraestrutura intermodal dos complexos portuários de Três Lagoas e Bataguassu, que possuem papel vital no transporte em grande escala de celulose, papel e madeira;Dragagem do Rio Paraná: O plano propõe a realização de dragagem contínua no Rio Paraná para manter a navegabilidade e a competitividade global das indústrias de celulose do estado;Expansão portuária: Essas medidas são integradas à criação do Programa Estadual de Desenvolvimento Hidroviário, que visa planejar o aumento da capacidade de carga dos portos públicos e incentivar a instalação de novos Terminais de Uso Privado (TUPs).

O candidato propõe o programa "Compre MS", que consiste na concessão de créditos fiscais para empresas que compram de fornecedores estabelecidos no estado. O objetivo prático é adensar 10 cadeias produtivas estratégicas locais, incluindo expressamente a cadeia de celulose e papel.

Gomes aponta o paradoxo de Mato Grosso do Sul ser um dos maiores exportadores de celulose do país, mas escoar essa riqueza em formato "cru" ou "bruto" para o exterior.

A proposta é aplicar políticas de incentivo para que a matéria-prima seja processada e transformada industrialmente dentro do próprio estado.

O candidato do DC fala sobre a expansão da cadeia no chamado "Vale da Celulose" (Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Água Clara). O economista tem como proposta mitigar a pressão sobre a vegetação nativa.

Ele propõe monitorar rigorosamente a conversão de áreas nativas e direcionar a expansão do setor de florestas plantadas exclusivamente para a recuperação de pastagens degradadas.

Riedel aborda o setor de celulose e a região leste de forma positiva, tratando-os como ativos econômicos consolidados. A estratégia prevê incentivar e atrair novos investimentos industriais, integrando a formação profissional e a qualificação de mão de obra de forma direta a essas estratégias de atração de aportes.

Como proposta prática, Riedel planeja adensar as cadeias produtivas estratégicas do estado, explicitando o objetivo de "garantir a participação de fornecedores locais" no fluxo do setor.

Para mitigar os impactos sociais decorrentes do rápido crescimento demográfico nessas cidades, o candidato propõe uma ação específica na área habitacional. O candidato à reeleição quer “direcionar programas habitacionais especificamente às regiões impactadas pela implantação de grandes investimentos produtivos”.

Riedel destaca a concessão da Rota da Celulose como uma estratégia ao setor. O plano propõe criar e implementar o Programa Estadual de Logística e Transportes (PELT), implantar modelos modernos de gestão e conservação da infraestrutura de transportes e fortalecer a integração multimodal para melhorar a conectividade dos polos produtivos aos mercados consumidores.

Trad propõe ações de controle e compensação para mitigar os impactos do crescimento acelerado do setor de celulose na região leste. Para enfrentar esse cenário, a proposta prática é criar um plano específico voltado a articular o desenvolvimento econômico da região à preservação ambiental, proteção hídrica, diversificação produtiva, monitoramento da monocultura e exigência de compensações socioambientais.

O candidato também propõe a criação de uma política para verticalizar a produção e reter riqueza no Mato Grosso do Sul, estabelecendo a cadeia de florestas plantadas (matéria-prima da celulose) como uma das prioridades para a geração de empregos qualificados.

Diante do cenário, Trad também promete criar o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Bolsão, visando coordenar ações de diversificação produtiva, monitoramento das monoculturas e aplicação de compensações socioambientais obrigatórias pelas indústrias.

Bezerra reconhece a força da região de Três Lagoas e do Bolsão como motores da “energia, celulose e indústria de base”, mas aponta que essa concentração também provoca uma forte centralização de empregos formais e investimentos privados no estado.

Como proposta, sugere a criação de incentivos fiscais regionalizados para estimular a instalação de novas indústrias e centros de distribuição fora do eixo leste já consolidado, buscando ampliar a distribuição das oportunidades econômicas pelo território sul-mato-grossense.

O plano de governo de João Henrique Catan não cita nominalmente o setor de celulose no estado. No entanto, o candidato propõe uma postura preventiva na infraestrutura, a fim de evitar colapsos nas cidades que recebem grandes empreendimentos industriais.

Para a região leste, Catan defende “antecipar o crescimento”, preparando a infraestrutura urbana e os serviços públicos antes que a instalação de grandes indústrias provoque gargalos logísticos e sociais.

Entre as propostas estão o aumento das conexões rodoviárias e industriais, a integração logística, investimentos em energia, qualificação profissional e fortalecimento dos serviços regionais.

O candidato também propõe “industrializar com estrutura” a região do Bolsão, permitindo que a infraestrutura urbana, os serviços públicos, a saúde regional e a qualificação profissional “não fiquem para trás”.

A proposta de Lucien é condicionar o desenvolvimento regional a um modelo de inclusão que combata desigualdades.

O programa defende como proposta a atuação direta da recuperação de áreas que sofreram degradação ambiental decorrente da rápida ocupação territorial pelo eucalipto.

Ainda visando a cadeia da celulose, o candidato firma oposição à dependência de grandes corporações, e propõe um modelo de desenvolvimento sustentável que concilie a preservação dos ecossistemas com a geração de emprego e renda voltada diretamente para as comunidades locais.

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Em números

  • Exportações de Mato Grosso do Sul, respondendo por 29,34% do total exportado e alcançando 5,8 milhões de toneladas em 2025

Fontes

Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas