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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Drones que acharam 7 grupos de bugios em Inocência vencem prêmio nacional da celulose

A Arauco foi premiada na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia do Prêmio Destaques do Setor 2026 da ABTCP pelo uso de drones com sensores termais para monit

4 min de leitura
Drones que acharam 7 grupos de bugios em Inocência vencem prêmio nacional da celulose

A Arauco, dona do projeto, também foi reconhecida na categoria Tecnologia e Transformação Digital, por um trabalho de engenharia da futura fábrica. O material enviado pela empresa não informa em que posição o projeto ficou nessa segunda categoria.

Lista completa

  • O uso de drones com sensores termais para localizar bugios no Projeto Sucuriú venceu o Prêmio Destaques do Setor 2026 da ABTCP.
  • A Arauco, responsável pelo projeto, também foi reconhecida na categoria Tecnologia e Transformação Digital por um trabalho de engenharia.
  • Os drones identificaram sete grupos de bugio-preto e um de macaco-prego-do-papo-amarelo, espécies vulneráveis à extinção.
  • O Projeto Sucuriú, maior investimento da Arauco, prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano a partir de 2027.
  • Excelência Operacional e Produtividade.
  • Gestão, Desenvolvimento de Pessoas e Segurança.

A companhia venceu uma; na outra, foi citada.

A entrega dos prêmios está marcada para 6 de outubro, uma terça-feira, primeiro dia do Congresso e Exposição ABTCP 2026, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Os drones acharam o que o levantamento a pé não achava.

O monitoramento premiado foi mostrado por A Crítica em 20 de maio. Antes dos voos, o levantamento feito por terra tinha confirmado um grupo de bugio-preto na área e reunido indícios de outros dois.

Com os equipamentos termais, depois de poucos dias de operação e mais de 120 quilômetros percorridos sobre trechos de mata no entorno da captação de água e do emissário de efluentes tratados, foram identificados pelo menos sete grupos, além de um grupo de macaco-prego-do-papo-amarelo.

As duas espécies, o bugio-preto (Alouatta caraya) e o macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), são classificadas como vulneráveis ao risco de extinção. Elas vivem no dossel, a camada mais alta da mata, formada pelas copas das árvores, e passam quase todo o tempo lá em cima.

Isso torna difícil vê-las do chão ou registrá-las em armadilhas fotográficas. O sensor termal contorna o problema porque lê o calor do corpo do animal através da folhagem, e não a imagem dele.

Camila Paschoal, gerente de Meio Ambiente da Arauco, disse que o resultado tem a ver com a forma como a obra foi desenhada. “Eles demonstram como estamos construindo o Projeto Sucuriú com uma visão integrada, aliando inovação, sustentabilidade e excelência operacional.

É uma conquista que reforça o compromisso da Arauco com o futuro da indústria e com a geração de valor para os territórios onde atuamos”, afirmou.

O segundo reconhecimento é de manutenção, não de fauna.

Na categoria Tecnologia e Transformação Digital, o projeto citado foi o Reliability Nexus, do gerente de Engenharia de Confiabilidade da Arauco, Leandro Yamamoto.

O trabalho monta a estratégia de manutenção da fábrica antes de a fábrica existir, ainda na fase de obra, para que a planta comece a operar com a rotina de inspeção e reposição de peças já definida.

As 14 mil vagas já foram preenchidas.

A terraplenagem começou em 2024 e a operação está prevista para o fim de 2027.

A Arauco oferece capacitação e gera mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante as obras. A obra passou de 70% de execução como A Crítica publicou na quinta-feira (27).

Depois da partida da fábrica, a previsão da empresa é de cerca de 6 mil empregos nas unidades industrial e florestal e na logística.

A ABTCP informa que os nomes do comitê avaliador só serão divulgados depois da publicação dos projetos vencedores.

Sensor termal: câmera que enxerga calor em vez de luz. Ela mostra o corpo quente do animal mesmo quando a folhagem esconde o bicho da vista comum.

Dossel: a camada mais alta da mata, formada pelas copas das árvores. É onde os bugios e os macacos-prego passam quase todo o tempo.

Fibra curta de celulose: a celulose tirada do eucalipto, usada em papel de imprimir, papel higiênico e fraldas. É o que a fábrica de Inocência vai produzir.

Engenharia de confiabilidade: área que planeja a manutenção da fábrica para reduzir parada de máquina, definindo desde a obra o que inspecionar, quando e com que peça de reposição.

Vulnerável: categoria de risco de extinção nas listas oficiais de fauna. Vem antes de “em perigo” e de “criticamente em perigo”.

Datas, local, horários e lista de categorias conforme o site oficial do Congresso ABTCP 2026. Os resultados das duas categorias e as descrições dos projetos foram informados pela Arauco.

Em números

  • A Arauco oferece capacitação e gera mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante as obras
  • Depois da partida da fábrica, a previsão da empresa é de cerca de 6 mil empregos nas unidades industrial e florestal e na

Fontes consultadas

  • A Críticalink