O pedido do Grupo Gennius foi apresentado na segunda-feira, 24, e aceito pela Justiça de São Paulo no dia seguinte. Apesar do processo, a empresa afirma que as lojas permanecem abertas e funcionando normalmente.
A recuperação envolve 178 pessoas jurídicas, entre elas 119 lojas próprias do Habib’s, 26 unidades do Ragazzo, seis churrascarias Tendall, além de franqueadoras, holdings e outras sociedades operacionais.
No processo, o grupo relaciona a crise à queda de movimento em lojas físicas durante a pandemia, à mudança de hábitos provocada pelo avanço do delivery e ao aumento dos juros, que elevou o custo das dívidas e pressionou o caixa.
A Justiça nomeou a KPMG como administradora judicial e suspendeu ações e execuções contra as empresas, mas rejeitou o pedido de liberação de recebíveis bancários dados em garantia.
A KPMG terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das empresas, enquanto o Grupo Gennius terá 60 dias para entregar o plano de recuperação judicial.
A companhia prevê uma reorganização societária, expansão em mercados considerados promissores e reforço das operações de entrega. Caso o plano não seja apresentado dentro do prazo, o processo poderá ser convertido em falência.
Grupo Gennius declara dívida de R$ 265,2 milhões.
Processo envolve Habib’s, Ragazzo, Tendall Grill e outras empresas do grupo.
Importante: recuperação judicial não significa fechamento imediato ou falência. O processo permite que a empresa apresente um plano para reorganizar suas dívidas e manter as atividades.
Em números
- A recuperação envolve 178 pessoas jurídicas, entre elas 119 lojas próprias do Habib
- Grupo Gennius declara dívida de R$ 265,2 milhões
- Dono de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões