Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,06%. No ano, porém, ainda registra queda de 5,34%.
A reação dos mercados ocorreu após Warsh adotar um tom mais rígido em relação à inflação durante discurso no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de presidentes de bancos centrais nos Estados Unidos.
Segundo ele, o Fed ainda terá trabalho pela frente caso não haja confiança de que a inflação subjacente, que exclui alimentos, energia e hipotecas, esteja retornando de maneira clara e suficientemente rápida à meta de 2%.
A declaração aumentou as apostas de uma alta dos juros americanos em setembro e elevou o rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O título de dois anos, considerado sensível às expectativas sobre a política monetária, chegou a oferecer rendimento de 4,35%.
No fim da tarde, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de seis moedas fortes, avançava 0,57%.
Mercado brasileiro vê chance de corte da Selic.
Enquanto investidores passaram a considerar juros mais altos nos Estados Unidos, dados divulgados no Brasil aumentaram as expectativas de redução da Selic.
O país abriu 58. 568 vagas formais de trabalho em julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), resultado abaixo das projeções das instituições financeiras.
O número aumentou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e as apostas em um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, levando a taxa dos atuais 14% para 13,75% ao ano.
Também há expectativa de uma nova redução em novembro.
Nos Estados Unidos, os juros básicos estão atualmente na faixa entre 3,50% e 3,75%. A diferença entre as taxas dos dois países influencia o fluxo de recursos internacionais e o comportamento do câmbio.
Ibovespa completa oitava alta seguida.
Apesar da pressão internacional, o Ibovespa conseguiu encerrar a sessão em terreno positivo.
O principal índice da B3 chegou a ultrapassar os 176 mil pontos durante o dia, mas perdeu parte do avanço depois das declarações de Warsh e fechou aos 175. 664,62 pontos, alta de 0,30%.
Foi a oitava sessão consecutiva de ganhos. Na semana, a Bolsa acumulou valorização de 2,71%.
Em agosto, porém, o índice ainda registra queda de 1,31%, enquanto no acumulado de 2026 apresenta alta de 9,02%.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários terminaram o dia no vermelho diante da possibilidade de uma política monetária mais restritiva.
O Dow Jones recuou 0,02%, aos 53. 559,99 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,25%, para 7. 711,73 pontos.
O Nasdaq, composto principalmente por empresas de tecnologia, apresentou a maior perda entre os três índices, com queda de 0,52%, aos 26. 402,42 pontos.
A combinação entre juros americanos potencialmente mais altos e rendimentos maiores dos títulos públicos reduziu o apetite dos investidores por ativos considerados de maior risco.
Em números
- O principal índice da B3 chegou a ultrapassar os 176 mil pontos durante o dia, mas perdeu parte do avanço
- Dólar fecha a R$ 5,196 após sinal duro do Fed; Bolsa sobe pela oitava ve