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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

DNA será decisivo para identificar 7 indígenas mortos em acidente na MS-295

As amostras de DNA foram encaminhadas para Campo Grande; altas temperaturas dificultam a identificação e podem prolongar o resultado dos exames.

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DNA será decisivo para identificar 7 indígenas mortos em acidente na MS-295

Líder indígena, esposa e filhos morrem em acidente durante intercâmbio em MS.

A confirmação oficial das identidades dos sete indígenas mortos na noite de sexta-feira (14), na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, será por meio de exames de DNA, que serão realizados em Campo Grande.

Ainda não há prazo para a divulgação dos resultados, mas o órgão está empenhado em agilizar o processo, segundo a diretora do Instituto de Laboratórios Forenses (IALF), Josemirtes Prado da Silva.

Conforme Josemirtes, as amostras de DNA dos corpos das vítimas foram trazidas para o IALF, na Capital, pois o laboratório é o único no Estado equipado com a tecnologia necessária para exames de DNA.

Conforme a diretora do IALF, o prazo para o resultado também depende do estado do material enviado para o laboratório, em Campo Grande.

Vítimas haviam saído de aldeia em Japorã.

Conforme Onésio Dias, capitão da Aldeia Porto Lindo, em Japorã, de onde as vítimas saíram horas antes do acidente, no carro estavam o líder indígena Tiago Honorio dos Santos, conhecido como Tiago Karai, de 34 anos.

Ele viajava com a esposa, Laudiceia Benites, de 31 anos, os dois filhos do casal, Luna Benites Santos, de 7 anos, e Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, de 14 anos, além da irmã, Cleonice Honorio dos Santos, de 42 anos.

Também morreram Ileo Benites, de 30 anos, e Genilson Euzébio Karay Mirim, de 32 anos. Todos eram moradores da aldeia Kalipety, na Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros, na cidade de São Paulo.

A passagem pela aldeia em Japorã fazia parte do projeto de intercâmbio cultural que o grupo realizava em diferentes comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

Semirreboque se solta de caminhão e mata 7 pessoas em acidente na MS-180.

Líder indígena e família mortos em acidente que vitimou 7 faziam intercâmbio em MS.

Depois da passagem pela Aldeia Porto Lindo, o grupo seguia viagem. A previsão era que parte dos ocupantes fosse até a Aldeia Cerrito, em Eldorado, onde um dos integrantes tinha familiares.

Na noite do acidente, Onésio Dias recebeu a informação sobre a batida e foi até o local com uma equipe da comunidade.

Segundo ele, o carro estava prensado contra a estrutura de um caminhão carregado com milho e ainda havia fogo. À distância, era possível perceber que havia várias pessoas dentro do veículo.

Depois, integrantes da comunidade buscaram informações sobre a placa do carro. A pesquisa indicou que o veículo era uma Chevrolet Spin alugada em Minas Gerais.

Com a identificação do veículo e o contato com familiares, os indígenas começaram a confirmar que se tratava do grupo de São Paulo que estava em intercâmbio em Mato Grosso do Sul.

Quando foi possível se aproximar do veículo, também foram encontrados objetos e artesanatos indígenas no interior do carro, o que ajudou na identificação.

O carro em que as vítimas estavam foi atingido por um semirreboque que se soltou de um caminhão. Com o impacto, o veículo ficou preso à estrutura. O semirreboque tombou e pegou fogo, provocando a morte das sete pessoas.

O motorista do caminhão foi ouvido e liberado pela polícia. Em depoimento, afirmou que o semirreboque se soltou sem que ele percebesse.

Segundo o relato, ao retornar ao local, ele viu o acidente, mas não sabia que havia vítimas. O motorista disse ainda que deixou a região depois de ser ameaçado e que só tomou conhecimento das sete mortes na manhã seguinte.

O caminhão deverá passar por perícia. Até o momento, o motorista responde em liberdade.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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