A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (28) e considera as condições menos favoráveis para geração de energia durante o período seco. A redução do nível dos reservatórios aumenta a necessidade de uso de usinas termelétricas, que produzem energia a um custo maior.
A cobrança adicional completa cinco meses consecutivos em setembro. A bandeira amarela entrou em vigor em maio e permaneceu nas contas durante junho, julho e agosto.
Entre janeiro e abril, os consumidores ficaram sob bandeira verde, sem acréscimo relacionado ao sistema tarifário.
A cobrança varia conforme a quantidade de energia utilizada no imóvel.
Segundo a Aneel, o período seco reduz a disponibilidade de água nos reservatórios das hidrelétricas e piora as condições para produção de energia mais barata. O sistema elétrico passa a depender mais das termelétricas para atender à demanda.
Essas usinas têm custo operacional superior ao das hidrelétricas.
O sistema de bandeiras tarifárias existe desde 2015 e indica mensalmente as condições de geração de energia no país. A bandeira verde não acrescenta valor à tarifa, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam cobranças extras proporcionais ao consumo.
O mecanismo busca sinalizar ao consumidor quando o custo de produção de eletricidade aumenta.
A agência também recomenda redução de desperdícios durante períodos de maior custo de geração. Medidas como desligar equipamentos sem uso e reduzir o tempo de aparelhos de alto consumo podem diminuir o impacto na fatura.