Segundo o relato registrado pela comunicante e vítima, a suspeita agia de forma calculada. Ela frequentava estabelecimentos voltados ao público de alto padrão, focando em lojas de vestuário fitness, joias e semijoias.
Para ganhar a confiança das proprietárias, realizava compras iniciais de menor valor e efetuava os pagamentos rigorosamente em dia.
Com o vínculo comercial estabelecido, a mulher passava a selecionar grande quantidade de produtos e realizar compras expressivas. No momento de quitar o montante, pagava apenas uma pequena fração do valor total, prometendo transferir o restante posteriormente.
Antes mesmo de honrar as dívidas anteriores, retornava às lojas e fazia novas aquisições, deixando o saldo devedor acumulado.
Enquanto acumulava débitos e prorrogava as cobranças, a investigada exibia frequentemente os "looks", joias e acessórios recém-adquiridos em suas redes sociais, sem ter feito a devida quitação dos produtos.
Diante da forma contínua como a suspeita agia, a polícia e as vítimas acreditam que outras comerciantes de Campo Grande também possam ter sido enganadas e ainda não compareceram à delegacia para registrar o boletim de ocorrência.
O caso segue sob apuração e investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.