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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Com 39% de cobertura de esgoto, Rio Verde tem metade da média de MS e recebe 56,5 km de rede

A Ambiental MS Pantanal passou em 2,7% a meta de rede do ano, mas as 3,5 mil ligações domiciliares apenas empataram com o previsto. A empresa não informa quando

5 min de leitura
Com 39% de cobertura de esgoto, Rio Verde tem metade da média de MS e recebe 56,5 km de rede

É essa diferença que a obra em andamento no município tenta encurtar: até agosto, a Ambiental MS Pantanal havia implantado 56,5 quilômetros de rede coletora e 3,5 mil ligações domiciliares, segundo a empresa.

Lista completa

  • A data prevista para a cobertura chegar a 98%.
  • Quais bairros já têm rede disponível e quais entram nas próximas etapas.
  • O valor investido na obra e a origem do recurso.
  • O telefone, o site e o endereço de atendimento ao morador em Rio Verde.
  • A tarifa de esgoto que passa a ser cobrada de quem é ligado à rede.

A concessionária divulgou os números como superação das metas de 2026. A conta confirma isso pela metade. A previsão para o ano era de 55 quilômetros de rede, e os 56,5 quilômetros informados representam 2,7% a mais.

Nas ligações, a previsão era de aproximadamente 3,5 mil, exatamente o número anunciado agora: aí a meta foi cumprida, não superada.

O que o material da empresa não traz é a data em que a cobertura sai dos atuais 39% e chega aos 98% prometidos. O texto diz que o índice sobe “com a conclusão das intervenções e a entrada em operação das novas estruturas”, sem prazo.

São 59 pontos percentuais entre o que existe e o que foi anunciado. A mesma meta de 98% a empresa anunciou para Caarapó no início de agosto.

Cinco elevatórias e 864 mil litros por dia.

A obra saiu da rua e foi para os equipamentos. Rio Verde recebe cinco estações elevatórias de esgoto, as EEEs, que são conjuntos de bombas para empurrar o esgoto morro acima nos trechos em que o terreno não deixa o efluente correr por gravidade.

A estação de tratamento, a ETE, passa por melhorias, e estruturas já existentes também são reformadas.

O ganho de capacidade anunciado é de 10 litros por segundo. Em 24 horas, isso equivale a 864 mil litros de esgoto a mais chegando ao tratamento. Divididos pelas 10,6 mil pessoas que a empresa diz que serão atendidas diretamente, são cerca de 81 litros por pessoa por dia, faixa compatível com o esgoto que uma casa urbana produz.

Os dois números anunciados guardam relação entre si: 10,6 mil pessoas para 3,5 mil ligações dão cerca de três moradores por imóvel ligado à rede.

A expansão só chega ao morador quando a casa é ligada à rede. Enquanto a ligação não é feita, o esgoto continua na fossa, e o cano assentado na rua não muda nada para quem mora ali.

É por isso que rede e ligação aparecem como números separados no balanço da concessionária, e é a ligação, não a extensão de tubos, que define quanta gente passa a ter o serviço.

Do lado ambiental, o efeito esperado é reduzir o lançamento de esgoto sem tratamento no solo e nos cursos de água do município.

Contrato em 68 cidades, obra em bem menos.

A Ambiental MS Pantanal, do grupo Aegea, informa que opera coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul, e que o grupo está presente em 892 cidades de 15 estados.

O balanço estadual de fevereiro dá outra dimensão ao número: 68 é o total de cidades atendidas pela Sanesul, onde o abastecimento de água já está universalizado, e naquele mês eram 26 os municípios com obra de esgoto em execução pela parceria público-privada com a Ambiental MS Pantanal.

O material da empresa não separa o alcance do contrato do número de sistemas em operação, e é esse recorte que define quantos municípios já têm esgoto tratado de fato.

O prazo nacional para a universalização do saneamento é 2033, fixado pelo marco legal do setor. O governo de Mato Grosso do Sul trabalha para antecipá-lo.

Esta matéria foi produzida a partir de material distribuído pela Ambiental MS Pantanal e do arquivo de A Crítica. Não há, no material, versão da Prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso, da Sanesul ou da Agems, agência que regula o contrato, sobre o cronograma da obra e sobre a tarifa de esgoto cobrada de quem passa a ser ligado à rede.

Rede coletora: a tubulação enterrada na rua que recebe o esgoto das casas.

Ligação domiciliar: o trecho que liga o encanamento do imóvel à rede da rua. Sem ela, a rede passa na porta e o esgoto continua na fossa.

Estação elevatória (EEE): conjunto de bombas que empurra o esgoto para cima quando o terreno não permite que ele corra por gravidade.

Estação de tratamento (ETE): onde o esgoto é limpo antes de voltar ao curso de água.

Afastamento: o transporte do esgoto da rua até a estação de tratamento.

Universalização: meta legal de atender praticamente toda a população. O marco legal do saneamento fixa 2033 como prazo nacional.

Números de rede, ligações, equipamentos, capacidade e metas informados pela Ambiental MS Pantanal. A média estadual de cobertura de esgoto é do balanço da Sanesul de fevereiro de 2026.

As contas de litros por dia e de moradores por ligação foram feitas por A Crítica a partir dos dados da empresa.

Prazos e metas de obra são previsões da concessionária e podem mudar.

Em números

  • Até agosto, a Ambiental MS Pantanal havia implantado 56,5 quilômetros de rede coletora e 3,5 mil ligações domiciliares, segundo a empresa
  • Nas ligações, a previsão era de aproximadamente 3,5 mil, exatamente o número anunciado agora: aí a meta f
  • Cinco elevatórias e 864 mil litros por dia
  • Em 24 horas, isso equivale a 864 mil litros de esgoto a mais chegando ao tratamento

Fontes consultadas

  • A Críticalink