O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que o Supremo Tribunal Federal atravessa um “momento delicado” e precisa prestar esclarecimentos à sociedade diante de questionamentos que, segundo ele, atingem a credibilidade da instituição.
A declaração foi dada em entrevista à Record prevista para ir ao ar neste domingo (6), no programa Domingo Espetacular. Caiado disse que, se eleito, cobraria dos chefes dos Poderes uma reação imediata sempre que a autoridade de uma instituição fosse colocada em dúvida.
Caiado volta a criticar Moraes Ao tratar especificamente do Judiciário, o candidato afirmou que o STF enfrenta um período de fragilidade institucional. “Precisa dar uma satisfação à população”, disse.
Caiado também defendeu que eventuais defesas de ministros sejam feitas fora do próprio Supremo e que o Senado Federal e a Justiça Comum continuem avançando em investigações relacionadas à crise do Banco Master.
Mais cedo, durante entrevista em Aparecida de Goiânia, ele voltou a dizer que considera “inadmissível” a permanência do ministro Alexandre de Moraes no STF. O candidato também repetiu que pretende promover uma reforma do Judiciário caso seja eleito presidente.
Entre as mudanças mencionadas estão a criação de uma idade mínima de 60 anos para ingresso no Supremo e a adoção de um período de quarentena após a aposentadoria compulsória, atualmente aos 75 anos.
Caiado ainda prometeu indicar quatro mulheres para o STF. Além da vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, outras três cadeiras deverão ficar vagas nos próximos quatro anos, conforme o material apresentado.
O candidato disse que pretende levar a Selic de 14% para 7%, embora a definição da taxa seja atribuição do Banco Central. Em declarações anteriores, Caiado havia mencionado uma taxa de 6%, mas passou a falar em patamar entre 8% e 7%.
Segundo ele, a redução seria consequência de medidas de ajuste fiscal e recuperação da confiança na economia. “Chegando ao governo, eu garanto à população brasileira que eu diminuo a taxa de juros a 7%, a metade do que está hoje, com as medidas que nós tomaremos a partir do dia 5 de janeiro”, afirmou.
O candidato relacionou a estabilidade democrática ao cumprimento de regras e à responsabilidade de quem ocupa cargos públicos.
Segundo Caiado, situações envolvendo autoridades públicas podem comprometer a confiança da população nas instituições e, por isso, exigiriam respostas rápidas.
Candidato também fala em reduzir juros.
Durante a passagem por Aparecida de Goiânia, Caiado voltou a prometer redução da taxa básica de juros caso seja eleito.
Em declarações anteriores, Caiado havia mencionado uma taxa de 6%, mas passou a falar em patamar entre 8% e 7%. Segundo ele, a redução seria consequência de medidas de ajuste fiscal e recuperação da confiança na economia.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…