Do lado brasileiro, a negociação deverá envolver o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, além de representantes do Ministério das Relações Exteriores.
Pela parte norte-americana, participará o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
A data do encontro ainda será definida. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, entrou em contato com o governo brasileiro depois da ligação entre Lula e Trump.
A conversa entre os dois presidentes durou uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial. Lula defendeu a retomada das negociações e afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para as novas tarifas são infundadas.
Entre os argumentos usados pelo governo norte-americano estão questões ligadas a desmatamento, propriedade intelectual, acordos comerciais, combate à corrupção, Pix, etanol e importações relacionadas a trabalho forçado.
Lula argumentou que as tarifas prejudicam os dois países e defendeu o diálogo para preservar a relação comercial. Trump, segundo o governo brasileiro, concordou com a necessidade de manter os vínculos econômicos e autorizou a retomada dos contatos entre as equipes.
Em nota conjunta, os ministérios do Desenvolvimento e das Relações Exteriores afirmaram que a conversa entre os presidentes abriu uma nova oportunidade para buscar uma saída negociada para o impasse.
Além da pauta comercial, Lula e Trump discutiram cooperação no combate ao crime organizado, além das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
Os dois também defenderam uma solução negociada para a guerra entre Rússia e Ucrânia. Lula sugeriu ainda a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir alternativas diplomáticas aos conflitos internacionais.
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Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.