A presença chinesa no mercado automotivo brasileiro avançou para um novo patamar em 2026. O levantamento reúne 16 operações de marcas ou grupos chineses em atividade oficial no País, com portfólios que passam por carros elétricos, híbridos, modelos a combustão, SUVs, picapes e veículos comerciais.
Neta e Riddara aparecem à parte, por ainda terem situação indefinida no mercado nacional. O movimento ganhou velocidade principalmente a partir de 2022, com a expansão da BYD no segmento de automóveis.
Desde então, praticamente todos os anos passaram a registrar novas estreias, enquanto algumas empresas avançaram da importação para a montagem ou produção local.
A BYD, por exemplo, já produz Dolphin Mini, King e Song Pro em Camaçari, na Bahia. A operação brasileira havia chegado perto de 18 mil unidades fabricadas no complexo até o início de 2026.
Da importação à produção brasileira A estratégia chinesa deixou de se limitar à chegada de carros prontos. Parte das empresas passou a investir em fábricas, parcerias industriais e ampliação das redes de concessionárias.
A Geely confirmou a produção do elétrico EX2 no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, dentro da parceria estabelecida com a Renault. O modelo será o segundo da marca com produção prevista no Brasil, depois do EX5 EM-i.
O mercado também ganhou operações direcionadas a diferentes faixas de preço. A Denza ocupa o segmento de luxo dentro do grupo BYD, enquanto Zeekr e Lotus trabalham com produtos de maior valor.
MG Motor, de origem britânica e atualmente ligada à chinesa SAIC, também retornou ao País com uma gama voltada inicialmente a veículos eletrificados. No outro extremo, fabricantes como BYD, Geely, GAC e Omoda & Jaecoo disputam segmentos de maior volume, especialmente com SUVs e carros eletrificados.
A Omoda & Jaecoo mantém atualmente modelos elétricos e híbridos em seu portfólio brasileiro e uma rede presente em diferentes estados. Veja as 16 operações citadas BYD: uma das empresas que puxaram a nova fase das marcas chinesas no Brasil, com elétricos e híbridos e produção em Camaçari.
Caoa Changan: operação do Grupo Caoa com a Changan, incluindo o SUV Uni-T. Caoa Chery: mantém no mercado brasileiro a família Tiggo, com modelos como Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8.
Denza: marca de luxo do grupo BYD, com modelos híbridos e elétricos. Foton: atua principalmente em veículos comerciais e também passou a investir em picapes como Tunland V7 e V9.
GAC: chegou ao mercado brasileiro com elétricos e híbridos, incluindo as linhas Aion, Hyptec e GS4. Geely: ampliou sua presença com apoio da estrutura da Renault e já prepara produção nacional de modelos eletrificados.
GWM: combina híbridos, elétricos, SUVs e picapes e mantém operação industrial no Brasil. iCaur: pertence ao grupo Chery International e prepara sua entrada no mercado com compartilhamento de estrutura com Omoda & Jaecoo.
JAC Motors: uma das pioneiras entre as chinesas no País e atualmente concentra maior atenção em picapes e veículos comerciais. Jetour: também ligada ao Grupo Chery, entrou no mercado brasileiro com foco em SUVs e anunciou investimentos no País.
Leapmotor: tem parceria internacional com a Stellantis e atua no Brasil com modelos eletrificados. Lotus: marca de origem britânica sob controle do grupo Geely, entrou no mercado nacional com esportivos e elétricos.
MG Motor: também nasceu no Reino Unido, mas hoje pertence à chinesa SAIC e voltou ao Brasil com modelos como o elétrico Cyberster. Omoda & Jaecoo: operação do Grupo Chery com SUVs elétricos e híbridos e expansão da rede de concessionárias.
Zeekr: marca premium do Grupo Geely, com veículos elétricos como 001, X e 7X. Levantamentos feitos ao longo de 2026 já apontavam crescimento acelerado no número de fabricantes e submarcas chinesas presentes no Brasil, embora o total varie conforme o critério utilizado para separar grupos, marcas e operações comerciais.
Elétricos ajudam a acelerar expansão A eletrificação é uma das características mais visíveis dessa nova fase. Marcas chinesas ganharam espaço com carros elétricos e híbridos em categorias que vão dos compactos aos SUVs de luxo.
A Fenabrave mantém os dados de emplacamentos de julho de 2026 disponíveis em seu levantamento mensal, em um momento no qual o mercado brasileiro também registra aumento no volume geral de veículos novos.
O avanço das fabricantes também muda a forma como o consumidor brasileiro se relaciona com carros chineses. Se a primeira onda enfrentou dificuldades de imagem, disponibilidade de peças e redes pequenas, a geração atual aposta em concessionárias maiores, produção local, eletrificação e associação com grupos automotivos já estabelecidos.
A disputa agora não se limita a colocar novas marcas no País, mas a demonstrar capacidade de manter rede de atendimento, pós-venda e continuidade dos produtos diante de um mercado que recebe novos competidores em ritmo acelerado.
Da importação à produção brasileira.
No outro extremo, fabricantes como BYD, Geely, GAC e Omoda & Jaecoo disputam segmentos de maior volume, especialmente com SUVs e carros eletrificados. A Omoda & Jaecoo mantém atualmente modelos elétricos e híbridos em seu portfólio brasileiro e uma rede presente em diferentes estados.
Elétricos ajudam a acelerar expansão.
Strada lidera vendas em 15 estados e elétricos avançam em julho.
Picape da Fiat foi a mais vendida em Mato Grosso do Sul, enquanto BYD e Geely lideraram nove unidades da federação.
Em números
- A operação brasileira havia chegado perto de 18 mil unidades fabricadas no complexo até o início de 2
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.