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Bolo de 32 metros já está no forno para aniversário de Campo Grande

5 min de leitura
Bolo de 32 metros já está no forno para aniversário de Campo Grande

Produção começou dias antes da festa e envolve 1,4 mil ovos, 18 bolos e operação especial para servir.

Touca na cabeça, roupa adequada, mãos higienizadas e acesso controlado. Para entrar na cozinha onde começou a ser feito o bolo dos 127 anos de Campo Grande, não tem jeitinho.

E basta passar pela porta para entender o motivo: ali começou uma operação de 800 quilos, 1,4 mil ovos e 18 bolos que só termina no dia 26 de agosto.

O Senac de Campo Grande iniciou a produção do bolo comemorativo dos 127 anos da cidade, com 800 quilos, 1,4 mil ovos e 18 módulos que formarão um letreiro de 32 metros.

Após o forno, cada massa passa por ultracongelamento até atingir 10 graus, seguindo normas da Vigilância Sanitária. A montagem ocorre nos dias 25 e 26 de agosto, com distribuição gratuita na Avenida Afonso Pena para cerca de 2,5 mil pessoas.

O bolo já está sendo assado. Sim, mais de uma semana antes da festa. E a pergunta óbvia é: como uma produção desse tamanho vai chegar fresca e segura para cerca de 2,5 mil pessoas.

Na noite desta segunda-feira (17), o Lado B acompanhou de perto a produção na cozinha do Senac. Enquanto alunos e professores pesavam ingredientes, preparavam as massas e organizavam as formas, outra parte da equipe cuidava de algo que, nesse caso, é tão importante quanto a receita: temperatura, armazenamento e higiene.

No total, serão 18 bolos que, juntos, formarão o letreiro “Campo Grande 127 Anos”, com 32 metros de extensão. Só de massa serão mais de 540 quilos. Depois de recheado e coberto, o bolo deve ultrapassar 800 quilos.

A receita também saiu da escala doméstica faz tempo. Serão cerca de 1,4 mil ovos, mais de 60 quilos de farinha, quase 60 quilos de açúcar e aproximadamente 160 quilos de doce de leite.

E é justamente o doce de leite que dará o sabor regional ao bolo. “O recheio vamos usar o tradicional doce de leite que é da nossa terra”, conta a professora Andréa Diniz.

É depois que cada massa deixa o forno que começa uma das partes mais curiosas da operação. Nada de colocar o bolo sobre uma bancada e esperar esfriar naturalmente.

Ele segue para um ultracongelador e a temperatura passa a ser acompanhada pela equipe.

É assim que os bolos produzidos agora ficarão armazenados até a montagem. No dia 25, começa o quebra-cabeça para transformar os módulos em um letreiro de 32 metros.

O tamanho ajuda a explicar por que não seria possível deixar tudo para a véspera. São cerca de 11 dias previstos para produção das massas, recheios e demais etapas.

Só a montagem deve consumir aproximadamente 16 horas e ocupar dois dias.

Para Andréa, o desafio maior não está em misturar uma quantidade gigantesca de ingredientes.

Ao todo, mais de 150 pessoas participam da operação em diferentes momentos. No dia da festa, a previsão é ter uma equipe de cerca de 110 pessoas servindo o público.

E, mesmo com tudo calculado, pesado e organizado, sobra espaço para a ansiedade. “Todo trabalho dá um friozinho na barriga.”.

Do forno à rua, temperatura vira assunto sério. Fazer um bolo desse tamanho é uma coisa. Servi-lo para 2,5 mil pessoas é outra.

A nutricionista Simone Demenciano, responsável técnica da unidade, explica que todo o processo segue o Programa Alimento Seguro, que acompanha a produção desde a chegada dos ingredientes.

Isso significa acompanhar lotes, armazenamento, equipamentos e temperaturas em diferentes momentos. Na cocção, por exemplo, a equipe monitora se o bolo alcançou a temperatura mínima prevista no processo.

A equipe também coleta amostras dos lotes produzidos. No dia da distribuição, novas amostras serão separadas para permitir o controle e a rastreabilidade do que foi servido.

Quem trabalha diretamente na produção também segue regras. Alunos e professores envolvidos têm capacitação em higiene e manipulação e documentação sanitária exigida para a atividade.

Quando chegar a hora de deixar a cozinha, os 800 quilos de bolo também não irão simplesmente para a carroceria de um veículo. “Nós locamos um caminhão refrigerado para armazenar e ter toda segurança”, conta Andréa.

A gerente do Senac Turismo e Gastronomia e Restaurante-Escola Terradaságuas, Roberta Francis, explica que o cuidado com a exposição ganhou ainda mais atenção depois da pandemia.

Segundo ela, toda a produção ficará armazenada em câmara fria e sob monitoramento de temperatura.

No dia 26, o objetivo é reduzir ao máximo o período em que o bolo ficará exposto antes de chegar às mãos do público.

Até chegar lá, porém, ainda haverá muitos tabuleiros entrando e saindo do forno. A previsão é que os 18 bolos formem, juntos, os 32 metros do letreiro. A produção foi calculada para render aproximadamente 2,5 mil porções.

Depois de tantos números, temperaturas, câmaras frias e protocolos, Andréa simplifica o que vem pela frente em duas palavras: força-tarefa.

O bolo dos 127 anos de Campo Grande será distribuído gratuitamente no dia 26 de agosto, depois do desfile cívico, na Avenida Afonso Pena, entre as ruas 14 de Julho e Calógeras.

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Em números

  • Produção começou dias antes da festa e envolve 1,4 mil ovos, 18 bolos e operação especial para servir
  • Os dias 25 e 26 de agosto, com distribuição gratuita na Avenida Afonso Pena para cerca de 2,5 mil pessoas
  • Ergunta óbvia é: como uma produção desse tamanho vai chegar fresca e segura para cerca de 2,5 mil pessoas
  • Serão cerca de 1,4 mil ovos, mais de 60 quilos de farinha, quase 60 quil

Fontes

Informação baseada em material público de Campo Grande News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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