0x Facundo Bagnis comemora o título da 6ª edição do Carandá Open, neste domingo (30), no Clube Carandá, em Campo Grande O cartaz erguido por uma criança na arquibancada, com a bandeira argentina desenhada a lápis de cor, resumia a tarde: “Dale Facundo”.
Lista completa
- Facundo Bagnis, ex-número 55 do mundo, venceu o Carandá Open em Campo Grande ao derrotar Gilbert Klier Júnior por 6/3 e 6/2.
- Bagnis controlou a partida com bom saque e profundidade, impedindo Klier de impor seu jogo agressivo.
- O campeão argentino elogiou o ambiente acolhedor do Clube Carandá, destacando a hospitalidade e os churrascos.
- A competição, que começou no Rádio Clube e terminou no Carandá, teve um aumento significativo na premiação e estrutura.
- Em vez de troféu, Bagnis assinou uma camisa emoldurada do clube, valorizada como prêmio simbólico pela organização.
- A Corpal Incorporadora, patrocinadora master, elogiou o nível do torneio e planeja instalar quadras cobertas em condomínios.
O argentino Facundo Bagnis, ex-número 55 do mundo, conquistou neste domingo (30) o título da 6ª edição do Carandá Open Edição Corpal ao derrotar o brasileiro Gilbert Klier Júnior por 6/3 e 6/2, na final disputada no Clube Carandá, em Campo Grande.
Bagnis controlou o jogo do primeiro ao último ponto. Sacou bem, devolveu com profundidade e usou o efeito da bola para empurrar Klier para o fundo da quadra. O brasileiro, que chegou à decisão depois de vencer Gustavo Andrade e João Menezes, não conseguiu impor o jogo agressivo que mostrou nas rodadas anteriores.
O campeão se sentiu em casa, e churrasco explica.
Para chegar à final, Bagnis eliminou Victor Pagotto na sexta-feira (28) e Guilherme Clezar no sábado (29). Clezar, por sua vez, havia tirado Rafael Toseto da disputa.
O torneio reuniu ainda João Menezes, campeão pan-americano de 2019 e representante do Brasil na Olimpíada de Tóquio, e Facundo Martinez.
Aos 36 anos, com 17 títulos de Challenger e duas finais de ATP no currículo, Bagnis falou em português e disse mais sobre o ambiente do que sobre o troféu. “Feliz de ganhar o torneio, mas bem feliz de ficar aqui no Carandá.
É a primeira vez para mim, mas senti como casa. Em três, quatro dias fiz muitos amigos. Cada dia um churrasco diferente. O tênis foi o segundo plano, mas hoje joguei muito bem.”.
Sobre o adversário, o argentino afirmou: “Gilbert joga muito e é bem agressivo. Foi um prazer compartilhar a quadra.” E sobre o país: “Adoro o Brasil. Minha família adora o Brasil.
Todas as férias da família são aqui. A relação Argentina-Brasil é de irmãos.”.
A organização é de João Bosco, da JB Tênis, em parceria com o Clube Carandá, presidido por Guilherme Novaes, que cede as quadras e assina a realização do torneio.
Da primeira edição, montada entre amigos, para a sexta, o prêmio do campeão cresceu ao menos dez vezes, e a estrutura passou a incluir telão com placar eletrônico na quadra central.
João Bosco agradeceu aos atletas, aos funcionários Gil e Gledson, da manutenção das quadras, e aos patrocinadores.
Em vez de troféu, o campeão assinou a camisa emoldurada do clube, tratada pela organização como o prêmio de maior valor simbólico para os associados.
Felipe, da Corpal Incorporadora, patrocinadora master da edição, elogiou o nível das partidas e anunciou que o grupo pretende instalar quadras cobertas de tênis em um de seus condomínios.
A organização já fala na 7ª edição. “Esperamos vocês no ano que vem, se Deus quiser, com a Corpal junto”, disse Bosco. Klier deixou o recado: promete voltar mais treinado.
Klier chegou à decisão depois de vencer Gustavo Andrade e João Menezes, campeão pan-americano de 2019 e representante do Brasil na Olimpíada de Tóquio.
O torneio reúne jogadores convidados pela organização, sem chancela de federação. Nesta edição, a disputa começou no Rádio Clube e terminou no Clube Carandá, segundo a organização.
Placar e declarações colhidos pela reportagem no Clube Carandá neste domingo (30). Premiação e histórico conforme a organização informou ao jornal na abertura da edição.