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Nossa defesa contra asteroides pode ser… uma bomba nuclear

Simulações indicam que uma explosão nuclear poderia fragmentar ou desviar um asteroide de 160 metros em uma situação de emergência

4 min de leitura
Nossa defesa contra asteroides pode ser… uma bomba nuclear

Um asteroide com cerca de 160 metros de diâmetro poderia representar uma ameaça grave caso se aproximasse da Terra. Rochas espaciais desse tamanho são capazes de causar destruição em uma cidade.

Mas alguns asteroides também são difíceis de detectar por apresentarem superfícies muito escuras. Diante desse cenário, pesquisadores estudaram uma estratégia que parece saída da ficção científica: utilizar uma bomba nuclear para destruir ou desviar o objeto, segundo informações do portal Science Alert.

Um estudo liderado pelo astrofísico Isaiah Santistevan, do Lawrence Livermore National Laboratory, realizou uma série de simulações para testar a possibilidade.

O estudo analisou uma ogiva nuclear de um megaton contra um asteroide de 160 metros e indicou que a estratégia pode funcionar em determinadas condições.

Explosão não precisaria atingir o asteroide.

A ideia não consiste necessariamente em colocar a bomba sobre a superfície do asteroide. Como esses objetos podem girar e apresentar superfícies difíceis para um pouso, uma missão desse tipo seria extremamente complexa.

As simulações indicaram que a explosão poderia ocorrer a alguns metros da superfície e ainda provocar danos significativos.

O principal mecanismo também não seria uma onda de choque atravessando o espaço. Em vez disso, os pesquisadores apontam para os raios X liberados pela explosão nuclear.

Entre 70% e 80% da energia de uma explosão desse tipo pode surgir na forma dessa radiação, que atingiria diretamente a superfície do asteroide.

Estudo simulou uma explosão nuclear contra um asteroide de 160 metros.

A bomba poderia explodir perto da superfície, sem contato direto.

Raios X aqueceriam e vaporizariam parte da rocha.

A explosão também poderia provocar fraturas e fragmentar o asteroide.

Ainda não se sabe qual seria o destino final dos fragmentos.

Raios X podem fazer o asteroide se fragmentar.

Ao atingir a superfície, os raios X depositariam energia em uma camada fina da rocha. O material seria aquecido, vaporizado e lançado para o espaço. A saída desse material poderia alterar a velocidade do asteroide, funcionando como uma espécie de impulso capaz de modificar sua trajetória.

A explosão também produziria uma onda de choque dentro da própria rocha. Esse efeito poderia gerar rachaduras e fraturas profundas, aumentando a possibilidade de fragmentação do objeto.

Os pesquisadores consideram esse mecanismo especialmente importante para asteroides grandes ou identificados tarde demais para uma simples mudança de trajetória.

Para avaliar o comportamento do objeto, a equipe criou três simulações tridimensionais baseadas no formato e na estrutura porosa do asteroide Bennu. Os pesquisadores também utilizaram modelos de fratura inspirados nos meteoritos de Chelyabinsk e Aba Panu, que apresentavam características úteis para reproduzir o comportamento de rochas espaciais.

Simulações mostram danos em grande escala.

No cenário em que a explosão ocorreu a dez metros da superfície, 98,2% do material do asteroide foi completamente danificado e aproximadamente 97% passou a se mover acima da velocidade de escape do objeto.

Grandes partes também se deslocaram em direções opostas, indicando que o asteroide poderia começar a se separar.

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Quando a distância aumentou para 25 metros, uma quantidade menor de energia atingiu diretamente o asteroide. Mesmo assim, os raios X atingiram área maior da superfície.

Após 68 milissegundos, 92,6% do material estava completamente danificado, contra 78,1% no cenário equivalente com a explosão a dez metros.

Apesar dos resultados, os pesquisadores ainda não sabem qual seria o destino final dos fragmentos. A simulação mais longa acompanhou apenas 145 milissegundos do processo e levou 59 dias para ser executada, usando 1.

680 processadores. Por isso, os fragmentos poderiam se dispersar, continuar oferecendo risco ou até voltar a se juntar pela própria gravidade.

Matheus Labourdette é redator no Olhar Digital.

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink
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