O acordo reforça os esforços da Anthropic, desenvolvedora do Claude, para garantir capacidade computacional suficiente para atender à crescente demanda de seus clientes por ferramentas de IA.
A Riot informou, nesta segunda-feira (10), que havia fechado um contrato de 20 anos para fornecer 191 megawatts de capacidade computacional a uma empresa líder em IA de fronteira em seu campus de Rockdale, no Texas (EUA).
A companhia não identificou o cliente. Pessoas familiarizadas com a negociação disseram que se trata da Anthropic, mas pediram anonimato por estarem discutindo informações privadas.
O acordo prevê ainda a possibilidade de duas extensões de cinco anos cada.
Os 191 megawatts de capacidade computacional contratados são uma quantidade significativa de energia.
A Riot estima que a capacidade seria suficiente para abastecer aproximadamente 143 mil residências simultaneamente.
A contratação ocorre enquanto a Anthropic busca ampliar sua infraestrutura computacional para acompanhar o crescimento da procura por seus produtos de IA.
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Nos últimos meses, a Anthropic assinou diversos acordos com fornecedores de computação em nuvem e infraestrutura de IA para reforçar sua capacidade computacional.
A empresa vinha enfrentando dificuldades para acompanhar a demanda dos clientes por suas ferramentas de IA.
A Anthropic também anunciou um acordo separado com a Advanced Micro Devices (AMD) para construir capacidade computacional.
Mineradoras de Bitcoin buscam espaço na corrida da IA.
O acordo com a Anthropic também destaca uma transformação em curso entre empresas do setor de criptomoedas.
A Riot Platforms começou sua trajetória como fabricante de equipamentos de diagnóstico para o setor de biotecnologia, sob o nome Bioptix. A empresa posteriormente passou por uma grande mudança de estratégia e entrou no mercado de mineração de Bitcoin.
Agora, a Riot está entre as empresas de criptomoedas que estão migrando parte de suas operações para infraestrutura de computação em nuvem, buscando aproveitar o crescimento da demanda por IA.
A capacidade disponível nos data centers construídos originalmente para operações de mineração de criptomoedas pode ser aproveitada para atender às necessidades computacionais de empresas de IA.
O próprio desempenho recente da Riot já começou a refletir essa mudança. A empresa superou as expectativas de receita no segundo trimestre, em parte devido ao crescimento de seu negócio de data centers.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Em números
- A Riot estima que a capacidade seria suficiente para abastecer aproximadamente 143 mil residências simultaneamente
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.