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Esportes Revisado por ULTRA AI

STJD aumenta para três jogos a suspensão de Abel por chutar microfone

Português havia sido suspenso por duas partidas e recorreu à segunda instância

2 min de leitura
Esportes — imagem padrão

O Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) aumentou para três jogos a suspensão de Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, por chutar um microfone à beira do campo durante o duelo com o Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em primeira instância, ele havia sido punido com dois jogos de gancho. O time alviverde entrou com efeito suspensivo —o que possibilitou a participação do português na partida contra o Botafogo, no domingo (6)—, e aguardou a análise do Pleno sobre o caso.

Agora não há mais possibilidade de recurso.

Com isso, o treinador não poderá comandar a equipe da Barra Funda nos duelos com o São Paulo, neste sábado (12), às 18h30, o Grêmio, no dia 20, e Bahia, em 8 de outubro.

A Procuradoria do STJD considerou o ato de Abel como conduta antidesportiva, enquadrada no artigo 258 do Código Brasileira de Justiça Desportiva, com pena de um a seis jogos de suspensão.

Ao chutar o microfone, ele demonstrou destempero e não mediu consequência do seu ato. Ao proceder com fúria, o técnico mais vitorioso da história recente do Brasil aponta que é normal descontar instabilidade emocional em objetos.

A atitude pode incitar animosidade dos torcedores contra a equipe de arbitragem. O dano patrimonial não é normal no futebol. Não é correto chutar. Confesso que me surpreendi com o mau exemplo do preparadíssimo técnico do Palmeiras", disse a auditora Antonieta Silva Pinto, relatora do caso.

O tribunal, contudo, apenas advertiu o árbitro João Victor Gobbi por ter ignorado o fato. O quarto árbitro e o VAR foram absolvidos.

O técnico do Palmeiras foi representado pelo advogado André Sica, que criticou a decisão. "Qual o motivo disso? O chute de em um objeto inanimado, um microfone.

A gente está aqui por causa disso? Estamos aqui porque a casa já puniu o Abel com seis jogos e está insatisfeito porque o comportamento do Abel permaneceu quente", disse Sica.

O tribunal esperava uma mudança de temperatura do nosso treinador e ela não veio. Se estivéssemos jogando só pelo microfone, a defesa seria muito fácil. O ponto é que estão julgando a pessoa e não o fato", acrescentou o advogado.

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Fontes consultadas

  • Folha Esportelink

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