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Campeonato Brasileiro tem 16 quedas de técnicos e três 'vira-casacas'

Depois de demitir Luís Castro no domingo (14), o Grêmio fechou com Renato Gaúcho.

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Se é um clichê clubes em crise demitirem técnicos, também vem parecendo um lugar-comum treinadores trocarem de lado nesta edição do Campeonato Brasileiro.

  1. Abel Ferreira no Palmeiras desde outubro de 2020.
  2. Rogério Ceni no Bahia desde setembro de 2023.
  3. Rafael Guanaes no Mirassol desde março de 2025.
  4. Odair Hellman no Athletico desde maio de 2025.

No domingo (13), o Grêmio se tornou a 12ª equipe da competição a mandar embora o seu comandante. O português Luís Castro foi o 16º a perder o emprego na temporada entre os 20 clubes da Série A.

Dos 16 demitidos, porém, três seguem disputando o Brasileiro, pois voltaram a trabalhar em clubes rivais.

O caso mais recente é Renato Gaúcho. Na pausa da Copa do Mundo, quando os times não estavam nem jogando, Renato Gaúcho saiu do Vasco. Nesta segunda-feira (14), foi anunciado como substituto de Luís Castro com um contrato de tiro curto: até o final do ano.

Vai ser a quinta passagem dele no Grêmio.

Outros dois técnicos demitidos durante a competição que voltaram ao Brasileiro foram Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Diniz deixou o Vasco em fevereiro e, em abril, substituiu Dorival Júnior no Corinthians. E Dorival, cerca de 40 dias após sair do alvinegro paulista, assumiu o rival São Paulo.

O Vasco não está sozinho na lista de clubes que mandaram embora dois treinadores no ano. O São Paulo teve o argentino Hernán Crespo e depois Roger Machado.

O Botafogo contratou o argentino Martin Anselmi em janeiro e demitiu em março. Em abril fechou com o português Franclim Carvalho, que ficou até agosto.

A Chapecoense também está com seu terceiro treinador depois das passagens de Gilmar Dal Pozzo e Fábio Matias.

Clubes da Série A do Brasileiro que não trocaram de técnico em 2026 (ainda).

Palmeiras e Bahia quebram o clichê do futebol nesta década. As duas agremiações mantêm seus técnicos por três anos ou mais. E olha que neste período não tiveram só conquistas.

O alviverde paulista está com Abel Ferreira desde outubro de 2020. Desde então o time fez uma coleção de troféus, mas passou em branco na temporada 2025.

O tricolor baiano conquistou dois estaduais e uma Copa do Nordeste, mas obteve uma vaga na Libertadores, o que não conseguia desde 1989.

Em terceiro lugar entre os mais longevos está Rafael Guanaes. Após levar o Mirassol para a inédita Libertadores, foi cotado para assumir o Corinthians, mas permanece na equipe do interior paulista, que luta para não ser rebaixada.

Hoje quem parece estar mais ameaçado no cargo neste momento é o uruguaio Paulo Pezzolano. Chegou ao Internacional em dezembro passado e vem tendo problemas. Perdeu o estadual, foi eliminado na Copa do Brasil pelo Grêmio e sofre problemas para tirar o colorado da zona de rebaixamento.

Técnicos que estão ao menos um ano no cargo.

Filipe Luís deixou o Flamengo de forma conturbada mesmo tendo conquistado em 2025 o Carioca, a Supercopa do Brasil, o Brasileiro e a Libertadores.

Este ano, entretanto, acabou demitido e substituído, em março, por Leonardo Jardim, que havia deixado o Cruzeiro em dezembro.

Mas o ex-lateral esquerdo não esperou um novo clube do Brasileiro. Partiu para a Europa. Hoje comanda o Monaco e está em segundo lugar no Francês, já tendo derrotado o multicampeão PSG.

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