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Brasileira estreia no cinema como astronauta em filme chinês de ficção científica sucesso de bilheteira

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Brasileira estreia no cinema como astronauta em filme chinês de ficção científica sucesso de bilheteira

Brasil e China estão separados por cerca de 18 mil quilômetros em um trajeto de avião. Mas uma atriz de Andradina (SP) encontrou uma maneira bem mais rápida de aproximar os dois países: pelas telas do cinema.

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Daniela Tassy se mudou de Andradina (SP) para a China há dez anos para trabalhar como tradutora. O que ela não imaginava era que a experiência do outro lado do mundo também abriria caminhos para uma nova carreira - a de atriz.

A brasileira integra o elenco de "Terra à Deriva 2", um blockbuster (sucesso de bilheteria) chinês de ficção científica, lançado em 2023, que chegou aos cinemas brasileiros no dia 20 de agosto deste ano.

Na história, o Sol começa a ameaçar a Terra e coloca a sobrevivência da humanidade em risco. Para tentar salvar o planeta, cientistas criam motores gigantescos capazes de tirá-lo de sua órbita e levá-lo para longe do Sol.

Na produção, Daniela interpreta Emília Soares, uma astronauta brasileira que participa de uma missão na Lua ao lado de representantes de outros países. A personagem aparece em um momento importante da história.

Por isso, Daniela evita revelar detalhes da participação para não entregar spoilers.

Mesmo assim, ela acredita que a presença de uma personagem brasileira em uma produção de alcance internacional pode aproximar o público do país da história. Para a atriz, a experiência também representa uma espécie de encontro entre os dois lados do mundo que passaram a fazer parte da trajetória profissional dela: o Brasil onde nasceu e a China onde construiu uma nova vida.

Mas, para chegar à Lua - pelo menos no cinema - Daniela precisou mudar os rumos da própria carreira. Formada em tradução, ela nunca tinha trabalhado profissionalmente como atriz no Brasil.

O interesse pela arte, no entanto, começou ainda em Andradina, onde nasceu.

Antes de se mudar para a China, Daniela também morou nos Estados Unidos e trabalhou em São Paulo. Foi do outro lado do mundo, no entanto, que a atuação deixou de ser apenas uma vontade e começou a se transformar em profissão e as primeiras oportunidades começaram a aparecer.

No início, ela trabalhou como figurante em séries e filmes. A experiência despertou o interesse pela carreira artística e, depois de se mudar para Pequim, Daniela decidiu investir na formação como atriz e passou a buscar oportunidades nos doramas, como são conhecidas as produções televisivas e de streaming populares em países asiáticos.

A sequência de trabalhos abriu caminho para as telonas. Em “Terra à Deriva 2”, Daniela inicialmente fez testes para interpretar uma repórter. O desempenho, porém, chamou a atenção da produção e ela acabou escolhida para viver Emília Soares, uma astronauta brasileira.

A personagem, que representa o Brasil em uma missão internacional para tentar salvar a humanidade, acabou levando Daniela de Andradina para uma produção que atravessou o mundo e que agora também chegou aos cinemas brasileiros.

As diferenças entre o cinema chinês e o ocidental.

A chegada de Daniela às telonas também acontece em um momento de maior projeção do cinema chinês fora da Ásia. Com uma longa tradição cinematográfica e uma indústria de grande porte, a China já levou diferentes produções ao Oscar e conquistou espaço entre os grandes mercados do cinema mundial.

Um dos exemplos mais conhecidos é “O Tigre e o Dragão”, de 2000, dirigido por Ang Lee. O longa recebeu dez indicações ao Oscar e venceu quatro categorias, incluindo a de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Fotografia.

Produções como essa ajudaram a ampliar o alcance do cinema de língua chinesa e a levar histórias e artistas asiáticos para públicos de diferentes partes do mundo.

Para Daniela, porém, essa aproximação ainda encontra uma barreira: o preconceito provocado pela distância geográfica e pelas diferenças culturais. Na visão da atriz, brasileiros e chineses têm mais semelhanças do que pode parecer à primeira vista.

A própria experiência profissional na China, segundo ela, também se transformou em uma oportunidade de conhecer melhor o país e aprender com a cultura local.

Daniela continua aberta a novos trabalhos como atriz, mas, atualmente, também atua em outra frente que mantém a ligação com o Brasil: uma agência de turismo na China que recebe, principalmente, turistas brasileiros.

Nas redes sociais, ela compartilha o dia a dia no país asiático e mostra aspectos da cultura local. A proposta, segundo a atriz, é apresentar aos brasileiros uma China que vai além dos estereótipos e das imagens mais conhecidas.

História, costumes e o cotidiano estão entre os assuntos que ela procura apresentar a quem visita o país.

da região no g1 Rio Preto e Araçatuba.

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Em números

  • Brasil e China estão separados por cerca de 18 mil quilômetros em um trajeto de avião

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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