Uma infância simples, marcada pela curiosidade por trabalhos manuais, foi o ponto de partida para o negócio que hoje sustenta um ateliê de costura em Brazlândia, no Distrito Federal.
A trajetória, que começou ainda na infância, evoluiu com estudo técnico, experiência em ensino e, mais tarde, a criação de um negócio em parceria com o marido, Augusto Azevedo.
Filha de uma trabalhadora doméstica, Priscila cresceu frequentando as casas onde a mãe trabalhava. Foi nesse ambiente que passou a observar detalhes de peças decorativas e trabalhos manuais, despertando o interesse por criar.
A necessidade também teve papel importante. Vivendo no entorno de Brasília, ela começou a modificar as próprias roupas, mesmo sem técnica.
A virada aconteceu quando ganhou uma máquina de costura.
Na época, Priscila cursava Relações Internacionais, mas decidiu mudar de rumo para investir na nova paixão.
Determinada a se profissionalizar, Priscila buscou um curso técnico de costura. O desempenho chamou atenção e ela acabou se tornando professora.
Dar aulas trouxe um novo propósito: ajudar outras pessoas a transformar ideias em peças reais. Essa experiência foi fundamental para o próximo passo, a abertura do próprio negócio.
Negócio em casal começou com investimento baixo.
Parte do valor veio de um empréstimo feito com alunas. O dinheiro foi usado para despesas iniciais, como caução e materiais básicos.
Apesar do risco, o empreendimento cresceu rapidamente. Augusto deixou o emprego formal para se dedicar integralmente à escola.
Hoje, a gestão é compartilhada. Priscila lidera a parte criativa, enquanto Augusto cuida da administração, logística e finanças.
O negócio inclui ensino presencial e digital.
As aulas vão desde técnicas básicas, como pregar botões, até conteúdos mais avançados de modelagem e costura criativa.
O público é diverso e inclui alunos de 12 a 80 anos.
A presença online se tornou um dos principais motores do crescimento. Desde 2018, o casal produz conteúdos e cursos para plataformas digitais, ampliando o alcance da escola.
O modelo funciona como uma espécie de assinatura, com acesso a uma biblioteca de cursos, o que permite escalar o negócio sem depender exclusivamente do espaço físico.
A escola foi pensada para ir além do ensino técnico. O ambiente, inspirado em elementos lúdicos, reforça a proposta de transformar a costura em uma experiência criativa.
Para Priscila, costureiras desempenham um papel simbólico importante.
Alunos relatam evolução progressiva e ganho de confiança ao longo das aulas, ao enfrentar desafios cada vez mais complexos.
A parceria entre Priscila e Augusto é um dos pilares do empreendimento. O casal destaca a importância do diálogo e da divisão de responsabilidades para manter o negócio saudável.
A combinação de criatividade e organização, somada ao apoio mútuo, ajudou a transformar uma habilidade manual em um negócio estruturado e em crescimento.
Apesar do sucesso, a estratégia não inclui expansão por meio de franquias. O foco está no crescimento digital, com novos cursos e a criação de um estúdio dedicado à produção de conteúdo.
Assim, a história que começou com roupas de boneca e improviso segue em expansão, alinhavando novos caminhos no empreendedorismo criativo.
Em números
- Ela largou a carreira em Relações Internacionais para costurar e hoje fatura R$ 80 mil
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Empreendedorismo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.