Quem passa pela Lapa, no centro do Rio de Janeiro, dificilmente deixa de notar o movimento em frente ao bar comandado por Sérgio Crespo.
O que hoje ocupa três andares e recebe clientes de diferentes perfis começou de forma bem mais modesta: uma pequena portinha onde eram vendidos cachaça, cerveja, cigarros e outros produtos.
A história do negócio se mistura com a da família. Sérgio praticamente cresceu atrás do balcão. Ainda criança, começou ajudando no caixa, passando troco, e, aos poucos, foi aprendendo todas as funções do estabelecimento — do atendimento à cozinha.
Eu nasci dentro de bar, de verdade", resume o empreendedor.
O estabelecimento foi fundado na década de 1960 pelo pai de Sérgio. Na época, era um comércio simples, voltado principalmente para quem queria fazer uma parada rápida para tomar uma bebida.
Com o passar dos anos, porém, o empreendedor percebeu que o bairro, a cidade e o perfil dos clientes estavam mudando. Surgiu, então, o desejo de transformar o espaço em um ambiente onde famílias também se sentissem bem-vindas.
Meu sonho era ter um espaço onde os clientes pudessem trazer as esposas, os filhos, os amigos e tornar um ambiente mais familiar", conta.
Segundo ele, os custos operacionais aumentaram muito nos últimos anos e exigem uma gestão cada vez mais cuidadosa. "É difícil, mas é viável", diz.
Incêndio que quase interrompeu a trajetória.
Quando o negócio parecia consolidado, um incêndio colocou tudo em risco.
Em setembro de 2017, uma fritadeira provocou um incêndio que obrigou o bar a permanecer fechado por três meses. Além do prejuízo financeiro, Sérgio precisou lidar com a incerteza sobre o futuro do empreendimento.
Amigos, vizinhos, clientes e cervejeiros de diferentes partes do país organizaram um evento beneficente para arrecadar recursos destinados à reconstrução do bar.
Foi um ano marcante por sentir a comunidade de volta", relembra.
Hoje, o cardápio vai muito além da cerveja gelada. Feijoada, costela e rabada ajudaram a transformar a casa em uma referência gastronômica da Lapa, atraindo clientes durante toda a semana.
O negócio também cresceu em estrutura. Atualmente, 15 funcionários trabalham para atender o movimento dos três andares do bar.
Entre os frequentadores está a advogada Michelle Vargas, que costuma sair diretamente do trabalho para almoçar ou encontrar amigos no local.
É assim sempre", conta. Segundo ela, a rapidez no atendimento faz diferença na experiência dos clientes. Para Sérgio, fazer parte da história da Lapa é motivo de orgulho.
A Lapa é um dos bairros mais boêmios do Rio de Janeiro. Dificilmente eu penso em tomar uma cerveja e não vir para a Lapa", afirma.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Empreendedorismo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.