## Edinho Silva afirma que “siglas democráticas” serão procuradas com o fim das convenções partidárias para formar alianças.
O PT iniciará a partir desta 2ª feira (17.ago. 2026) conversas com siglas que ainda não definiram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º turno das eleições.
Edinho Silva, presidente do partido, disse que as alianças estaduais já aproximaram o PT de siglas como PSD, MDB, PP e União Brasil.
O presidente da legenda deu entrevista a jornalistas nesta 2ª feira (17.ago). Afirmou que a composição política não termina com as convenções e que novos acordos ainda podem ser construídos.
Questionado sobre atrair o Centrão, disse que o PT vai começar a negociar a partir do cenário definido na pré-campanha.
A legenda consolidou uma aliança nacional com 7 partidos de esquerda: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSD e PDT. Segundo Edinho, a frente de alianças não se encerra com o registro das candidaturas.
Ele disse que ainda será possível construir acordos com setores de partidos que queiram apoiar Lula. “Vamos iniciar as conversas com o campo democrático brasileiro (…) Há forças democráticas dentro de todos os partidos”, declarou.
Edinho citou o PSD como exemplo de partido de Centro que está aliado a Lula nos Estados. A legenda participa de 5 palanques estaduais: Amazonas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.
O PT terá candidatos próprios ao governo em 12 Estados. Nos outros 15, apoiará candidatos de outras siglas. Além do PSD, a estratégia inclui PSB em 3 Estados; MDB e PDT em 2 cada; e PP, União Brasil e Psol em 1 Estado cada.
Os palanques estaduais também ampliam a presença de partidos de centro e centro-direita na base de apoio a Lula. Porém, não significa que todos tenham definido apoio a Lula para presidente.
O PT também indicará menos candidatos a vice em chapas estaduais. Serão 6 candidaturas a vice em 2026, contra 9 em 2022. Os nomes estão no Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul.
Edinho afirmou que o partido terá candidatos para a Câmara dos Deputados e para as assembleias legislativas em todas as unidades da Federação. No Senado, o PT terá 19 candidaturas próprias e apoiará candidatos de outras siglas em 18 Estados.
Neste ano, serão renovados 2/3 das cadeiras da Casa.
O PT apoia candidatos de 9 partidos na disputa pelo Senado.
A estratégia de ampliar alianças também deve ser aplicada aos Estados. Em Pernambuco, Lula apoia João Campos (PSB) para o governo, mas a governadora Raquel Lyra (PSD) também sinalizou apoio à reeleição do petista.
O presidente ainda poderá apoiar candidatos de partidos aliados mesmo quando eles não estiverem na mesma coligação estadual do PT.
O dirigente disse que o presidente deverá visitar a maior parte dos Estados durante a campanha, com prioridade para o Nordeste. As agendas serão definidas semanalmente, já que Lula terá de conciliar a campanha com as atividades de presidente da República.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.