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Eleições 2026 Revisado por ULTRA AI

Eleições ao Senado: Lula foca em governabilidade e Flávio em enfrentamento ao STF

5 min de leitura
Urna eletrônica — Eleições 2026

A eleição para o Senado em 2026 ganhou protagonismo inédito nas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas para o Palácio do Planalto.

Neste ano, o Senado renovará dois terços dos seus integrantes, ou seja, 54 das 81 vagas estarão em disputa nas urnas.

🎯O Senado possui poderes exclusivos. Cabe à Casa legislativa processar e julgar o presidente da República e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de responsabilidade, além de aprovar, após sabatina, a escolha de autoridades, como o presidente do Banco Central.

Para Lula, o desafio é impedir que a direita consolide uma maioria de 41 senadores, o que tornaria esse grupo político favorito a ocupar a presidência da Casa em 2027, um quadro prejudicial à governabilidade em um eventual novo mandato.

Do lado de Flávio, o objetivo é ampliar o número de cadeiras da direita bolsonarista e fortalecer a postura de enfrentamento ao STF.

neste ano- Presidência do Senado: eleição será só em 2027, mas já movimenta articulações em Brasília; saiba por quê.

Após embates, Lula reforça estratégia para o Senado.

Durante seu terceiro mandato, Lula compôs com o Centrão e teve em Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Davi Alcolumbre (União-AP), na maioria das vezes, aliados decisivos para avançar suas propostas na Casa e no Congresso.

Apesar disso, a dependência do governo das articulações de Alcolumbre custou caro ao governo. Ao escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) em detrimento de Pacheco, candidato de Alcolumbre, Lula teve sua maior derrota.

Enquanto durou o rompimento com Alcolumbre, encerrado nas últimas semanas, Lula viu suas pautas pararem na gaveta do presidente do Senado, como as PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança.

Além da governabilidade, Lula já externou preocupação com uma ofensiva bolsonarista para pedir o impeachment de ministros do STF. Em 2025, o presidente destacou a importância de ter maioria no Senado “senão vão 'avacalhar' o STF”.

Por isso, Lula liderou uma articulação dentro do PT para que o partido renunciasse a algumas candidaturas aos governos estaduais para apoiar quadros mais competitivos de outros partidos, com um nome da legenda como candidato ao Senado na chapa.

Foi o caso do Rio Grande do Sul, onde o diretório estadual do PT tinha escolhido Edegar Pretto para concorrer ao governo, mas Lula intercedeu para que o partido apoiasse o nome de Juliana Brizola (PDT) na corrida pelo Palácio Piratini, com Pretto como vice e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT) concorrendo a uma das vagas no Senado.

Para reforçar seus palanques para o Senado, Lula também apostou em quadros que ocuparam ministérios em seu governo.

Em São Paulo, o petista tem como candidatas duas ex-ministras: Simone Tebet (PSB), que comandou o Planejamento, e Marina Silva (Rede), que esteve à frente do Meio Ambiente.

Já no Paraná, Lula terá como candidata Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais.

Além delas, Lula tem o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), liderando as pesquisas de intenção de voto para o Senado na Bahia. O ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), concorre para renovar o mandato pelo Mato Grosso.

O ex-ministro do Esporte, André Fufuca (PP), é candidato ao Senado no Maranhão, mas não integra o palanque do presidente Lula, que conta com a senadora Eliziane Gama (PT).

O estado é um dos locais onde o presidente conta com o apoio de candidatos fora de seu palanque oficial. Além de Eliziane e Fufuca, o senador Weverton Rocha (PDT) e a ex-senadora Roseana Sarney (MDB) também apoiam Lula.

Flávio mira maioria e comando do Senado.

Se eleito, Flávio Bolsonaro quer garantir uma ampla maioria para colocar um senador bolsonarista na presidência da Casa.

Em 2023, a oposição lançou Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A derrota por 49 votos a 32 deixou o partido sem nenhum espaço na Mesa Diretora e nas comissões permanentes.

Após se reunir com os candidatos que apoia para o Senado na terça-feira (11), Flávio destacou a importância de ter uma maioria e defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Além das investidas contra o STF, Flávio destacou a importância de uma maioria sólida no Senado para aprovar mudanças na Constituição Federal que necessitam de quórum qualificado, ou seja, o apoio de 49 dos 81 senadores.

Para garantir essa maioria, Flávio aposta em eleger aliados para as duas vagas em disputa em muitos estados. É o caso, por exemplo, de Santa Catarina, onde seu irmão, Carlos Bolsonaro (PL), e a deputada federal Carol de Toni (PL) lideram as pesquisas para o Senado.

No Paraná, Flávio aposta no antipetismo para eleger Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Como procurador da República, Dallagnol comandou a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Apesar dos atritos recentes, Flávio aposta que sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), terá uma votação expressiva no Distrito Federal e ajudará a impulsionar a candidatura de Bia Kicis (PL) na tentativa de as duas candidatas do partido.

Enquanto Lula enfrenta o desafio de frear a ascensão bolsonarista no Senado apostando em quadros experientes, Flávio busca consolidar uma ampla maioria para garantir o comando de um dos Poderes, independentemente do resultado na eleição presidencial.

Em números

  • Neste ano, o Senado renovará dois terços dos seus integrantes, ou seja, 54 das 81 vagas estarão em disputa nas urnas

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink
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