O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Márcio Rea, afirmou que, neste momento, não vê risco de falta de energia elétrica durante as eleições.
Segundo ele, o órgão fará, como ocorre em grandes eventos, uma operação especial de acompanhamento do sistema.
Em paralelo, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, afirmou que comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a antecipação de recursos destinados a usinas de produtores independentes que atendem áreas isoladas da Amazônia.
A medida busca reduzir o risco de desabastecimento de combustível para essas usinas em caso de dificuldades de navegação nos rios, provocadas pela baixa pluviosidade.
Os recursos são provenientes da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
Segundo Feitosa, a preparação para as eleições está sendo feita de forma preventiva. O objetivo é reforçar a segurança do sistema e garantir equipes suficientes para eventuais ocorrências.
Ao comentar as perspectivas para 2027, Rea avaliou que o cenário pode ser “complicado”, principalmente pela dificuldade de prever a intensidade e os efeitos do El Niño.
🔎 O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele ocorre, em geral, a cada dois a sete anos e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo.
No Brasil, o fenômeno pode intensificar o calor, aumentar o risco de seca no Norte e no Nordeste e provocar chuvas acima da média no Sul.
Rea destacou, porém, que o sistema elétrico conta com medidas preventivas e alternativas para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos. Segundo ele, ocorrências anteriores provocaram danos significativos à infraestrutura, mas não chegaram a interromper o fornecimento de energia.
El Niño deixa o verão amazônico com tempo seco e temperaturas altas, em Manaus.
Ele acrescentou que o sistema dispõe de alternativas para preservar o funcionamento da rede mesmo quando parte da infraestrutura é afetada.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.