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Economia Revisado por ULTRA AI

Uma IA para cada um: plataformas especializadas para profissionais ganham espaço

IAs criadas para médicos, advogados e arquitetos têm permitido que profissionais aumentem produtividade e possam focar em tarefas mais sofisticadas

5 min de leitura
Economia — imagem padrão

Entre as companhias desenvolvedoras de ferramentas de inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic, a corrida da inteligência artificial parece que só será ganha quando uma delas chegar no nível mais avançado de desenvolvimento: uma IA que se atualize e aprimore sozinha.

A ideia é que, uma vez alcançado isso, todas as outras ficariam para trás.

No entanto, no cenário atual, ainda longe de uma “Super IA”, a possibilidade de que usuários optem por apenas uma ferramenta parece cada vez mais distante, já que as diferenças de habilidade entre cada uma delas torna a escolha cada vez mais ligada à tarefa que será executada.

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É comum ouvir de usuários a troca de plataforma para elaboração de um texto, a organização de uma planilha ou, ainda, a geração de um convite de aniversário, por exemplos.

Segundo analistas, a ideia de que o uso de ferramentas múltiplas se torna cada vez mais parte do cotidiano de cada usuário, seja para organização de vida pessoal ou apoio para realização de tarefas profissionais.

Por isso, a especificidade de cada plataforma tem se tornado um diferencial para que diferentes profissionais possam otimizar tarefas operacionais. Aqui, menos do que terceirização, é a produtividade, medida por realizar tarefas em menos tempo (e não mais tarefas, necessariamente), que entra em campo.

A tendência acompanha a evolução do mercado de IA, que passa a oferecer soluções verticais para segmentos específicos. A proposta principal é automatizar atividades administrativas, liberando tempo para funções estratégicas, criativas e de relacionamento com clientes.

Advogados, por exemplo, vem encontrando formas de tornar o trabalho mais fluido e também mais eficiente. Entre diversas plataformas que surgiram com esse intuito, a LawAgent, criada para atender escritórios e departamentos jurídicos, surgiu a partir de uma preocupação comum entre profissionais do Direito: evitar erros de fundamentação em documentos jurídicos.

A plataforma foi desenvolvida para auxiliar na pesquisa, elaboração, revisão de peças e análise de documentos, com uso apenas de fontes verificáveis e com um sistema claro de sinalização sobre informações que não podem ser confirmadas pela ferramenta.

A ideia é que a IA funcione como uma camada de apoio ao raciocínio jurídico, sem retirar do advogado a responsabilidade pela validação final do trabalho.

Segundo Abreu, o diferencial em relação a ferramentas de inteligência artificial de uso geral está justamente nos mecanismos de controle e rastreabilidade. “Uma ferramenta genérica responde a um comando; a LawAgent conduz um processo jurídico com controles de fundamentação, ancoragem na base do escritório e rastreabilidade de fontes”, diz.

A startup está atualmente em fase de testes e conta com 45 advogados cadastrados. O modelo de cobrança também busca se diferenciar de concorrentes internacionais ao adotar pagamento por consumo, sem custo de implementação, em vez de licenças corporativas por usuário.

No mercado de arquitetura, a inteligência artificial ANA nasceu para atacar o excesso de tarefas administrativas e documentais ao longo do desenvolvimento de um projeto, gargalo de longa data já conhecido por grande parte dos profissionais do ramo.

Criada pela arquiteta e empresária Renata Pocztaruk, fundadora da ArqExpress, a plataforma começou como uma solução de renderização de imagens com inteligência artificial, mas evoluiu para um sistema mais amplo de gestão de escritórios de arquitetura.

Hoje, a ANA reúne ferramentas para geração de imagens, produção de vídeos, criação de moodboards, elaboração de documentos técnicos, controle de projetos, gestão financeira e acompanhamento operacional do escritório.

Além da automação de tarefas como memoriais descritivos e planilhas de quantitativos, a plataforma usa IA para revisar projetos e identificar possíveis incompatibilidades entre diferentes disciplinas, como arquitetura, marcenaria e instalações, antes do início da execução da obra.

Segundo a fundadora, a principal vantagem está na integração de processos. “Pela primeira vez, o arquiteto consegue concentrar criação, documentação, gestão e operação em um único ambiente, eliminando retrabalho e aumentando significativamente a produtividade.”.

Em menos de um ano, a plataforma alcançou mais de 2. 500 usuários e gera cerca de 100 mil renders por mês.

Na medicina, a aposta é usar inteligência artificial para reduzir o tempo gasto com registros clínicos e atividades administrativas. Foi a partir dessa necessidade que surgiu o Freud IA, desenvolvido pela Fill Tecnologia.

O projeto nasceu a partir de uma experiência pessoal dos fundadores. Fernando Juriati, responsável pela estratégia da empresa, observou o impacto da documentação manual das consultas na rotina da esposa, a médica psiquiatra Lauren Juriati.

Juntos, decidiram criar uma ferramenta que atuasse como um assistente digital para os profissionais de saúde.

O conceito é operar como um “assistente invisível”. Enquanto o médico conduz a consulta normalmente, a tecnologia registra e organiza as informações em segundo plano.

Ao final do atendimento, a evolução clínica já está pronta para revisão e validação do profissional.

A empresa afirma que o sistema foi desenvolvido para atender exigências regulatórias do setor de saúde e reforça que a decisão clínica continua sendo exclusiva do médico.

Atualmente em fase beta, o Freud IA já está disponível para médicos de especialidades como psiquiatria, neurologia, endocrinologia e oftalmologia.

Apesar das diferenças entre os setores, os três casos refletem um movimento comum: o uso de inteligência artificial automatizar tarefas de baixo valor agregado e aumentar a produtividade.

Em vez de substituir profissionais qualificados, as empresas apostam em soluções especializadas capazes de ampliar a eficiência e liberar tempo para atividades em que a atuação humana continua sendo fundamental.

Em números

  • 500 usuários e gera cerca de 100 mil renders por mês

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Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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