Ir para o conteúdo
Economia Revisado por ULTRA AI

Sem China, exportação de carne bovina cai 23% em relação a 2025

Vendas externas de agosto ficaram em 225 mil toneladas, abaixo também do recorde de 317 mil toneladas de junho

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

As exportações brasileiras de carne bovina recuaram para 225 mil toneladas em agosto, 23% a menos do que as do mesmo mês do ano passado. Em comparação com o recorde de 317 mil toneladas registrado em junho deste ano, quando o mercado estava aquecido devido às antecipações de compras, a retração é de 29%.

As antecipações ocorreram porque a cota chinesa para a carne bovina brasileira sem a taxa extra de 55% já estava sendo completada, e a União Europeia anunciava restrições às importações de proteína animal brasileira a partir de setembro.

A China é a responsável por essa desaceleração de agosto. Foram enviadas apenas 16,1 mil toneladas dessa proteína para o país asiático no mês passado, volume bem inferior ao recorde de 158 mil de junho.

Europeus e americanos compensaram, em parte, a queda das importações da China. Livres das pesadas taxas do ano passado, os brasileiros colocaram 35 mil toneladas de carne bovina no mercado americano em agosto, acima das 26 mil de junho.

Já os europeus, com a proximidade do embargo às compras do produto brasileiro, que entrou em vigor neste mês, elevaram as importações para 23,3 mil toneladas no mês passado, bem acima das 12,5 mil de julho, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Apesar da perda de ritmo das exportações de carne bovina, o setor de proteínas animais continua aquecido neste ano. Incluindo as carnes bovina, de frango e suína, o país já colocou 7 milhões de toneladas no mercado externo de janeiro a agosto, 11% a mais do que em igual período do ano passado.

A China importou 1,3 milhão de toneladas de carne do Brasil até agosto, o mesmo volume de 2025. Houve redução nas compras das carnes bovina e suína, mas aumento nas de frango.

Essa alta ocorre porque os chineses passaram boa parte do ano passado sem adquirir carne brasileira de frango, devido à primeira ocorrência de gripe aviária no país.

Ásia e África também elevaram as compras.

A China, que chegou a ser a maior importadora, adquirindo 391 mil toneladas de janeiro a agosto de 2021, reduziu as compras para 89 mil toneladas neste ano.

Os chineses, após a ocorrência da peste suína, refizeram toda a estrutura de produção de carne suína, estão com uma oferta superior ao consumo e reduzem as importações.

Mesmo com a queda de compras da China, os brasileiros ampliaram as vendas para o mercado asiático, que adquiriu 680 mil toneladas até agosto, 10% a mais do que em igual período de 2025.

O Brasil, que vem com um ritmo acelerado de produção e de exportação de proteínas nos anos recentes, vai encontrar um cenário bem diferente nestes últimos meses do ano.

As exportações de carne bovina para a China agora estão com uma taxa de 67%, e a União Europeia também impôs barreiras às proteínas brasileiras a partir deste mês.

No caso da China, o Brasil volta a ter nova cota sem os 55% a partir de janeiro. No da União Europeia, o período de interrupção das compras será mais longo.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Em números

  • As exportações brasileiras de carne bovina recuaram para 225 mil toneladas em agosto, 23% a menos do que as do mes
  • Em comparação com o recorde de 317 mil toneladas registrado em junho deste ano, quando o
  • Foram enviadas apenas 16,1 mil toneladas dessa proteína para o país asiático no
  • Mês passado, volume bem inferior ao recorde de 158 mil de junho

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

Leia também

Mais em Economia