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Economia Revisado por ULTRA AI

Robôs que dançam, lutam e trabalham: gigante chinesa estreia na bolsa após levantar quase US$ 1 bilhão

Unitree teve demanda mais de 8.000 vezes superior à quantidade de ações oferecida; agora, empresa precisa provar que seus humanoides podem ir além dos vídeos vi

6 min de leitura
Robôs que dançam, lutam e trabalham: gigante chinesa estreia na bolsa após levantar quase US$ 1 bilhão

Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim.

A demanda pelas ações superou em mais de 8. 000 vezes a quantidade oferecida por investidores de varejo.

Com a estreia, a Unitree se torna a primeira fabricante de robôs humanoides a ser listada na bolsa continental da China.

Mas, enquanto o interesse dos investidores cresce, o setor começa a enfrentar uma cobrança diferente.

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Depois de conquistar o público com robôs capazes de dançar, lutar e fazer acrobacias, as empresas precisam provar que as máquinas conseguem executar tarefas úteis de forma confiável e, principalmente, que podem se pagar.

Robôs dançantes viraram vitrine da empresa.

Fundada em 2016 em Hangzhou, polo tecnológico no leste da China, a Unitree ganhou projeção internacional com vídeos de seus robôs humanoides dançando, lutando e realizando movimentos acrobáticos.

No ano passado, os robôs da empresa apareceram no tradicional programa de Ano Novo Lunar da China, um dos eventos televisivos de maior audiência do país.

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Mais recentemente, a companhia apresentou um novo modelo, chamado Superman. Segundo a Unitree, o robô consegue saltar até dois metros e atingir uma velocidade de 12,66 metros por segundo.

A empresa também fabrica robôs quadrúpedes, conhecidos como cães-robôs. Eles representaram cerca de 42% da receita da Unitree no ano passado.

O desafio agora é sair do espetáculo.

O momento de euforia em torno dos humanoides acontece justamente quando o setor começa a mudar de foco.

Em vez de avaliar os robôs apenas pela capacidade de fazer movimentos impressionantes, investidores e potenciais clientes passaram a observar quanto trabalho eles conseguem realizar, quanto precisam de supervisão humana e se o ganho de produtividade compensa o custo da máquina.

🤖 Na China, alguns robôs já começaram a ser usados em aplicações específicas, como entregas de alimentos em hotéis e determinadas linhas de montagem. A adoção em larga escala, porém, ainda não aconteceu.

A Unitree também enfrenta esse desafio. Segundo seu prospecto, instituições de pesquisa e universidades responderam pela maior parte das vendas, enquanto as aplicações industriais representaram menos de 10% das vendas nos três primeiros trimestres de 2025.

Robô precisa competir com o custo do trabalhador.

O preço é um dos principais obstáculos para transformar os humanoides em uma ferramenta comum nas empresas.

A corretora chinesa Guotai Securities estima que um robô humanoide industrial precisaria custar cerca de 160 mil yuans, incluindo manutenção, para se pagar em dois anos, considerando um trabalhador que recebe 80 mil yuans por ano.

Na prática, os robôs humanoides normalmente custam entre 300 mil e 500 mil yuans, segundo o instituto de pesquisa alemão MERICS.

Isso significa que, para ganhar espaço nas fábricas, as máquinas precisam não apenas realizar tarefas, mas fazê-las com produtividade suficiente para justificar o investimento.

Receita dispara e empresa já dá lucro.

O crescimento da Unitree aparece nos resultados financeiros.

Em 2025, a Unitree entregou mais de 5. 500 robôs humanoides no mundo e se tornou a empresa que mais vendeu esse tipo de máquina globalmente.

Apesar do avanço, os robôs ainda estão longe de uma adoção em massa. Analistas apontam que a indústria ainda precisa resolver problemas de confiabilidade, custo e demanda.

China aposta nos humanoides para disputar corrida tecnológica.

O avanço da Unitree acontece dentro de uma estratégia mais ampla da China.

Com o crescimento econômico desacelerando e a população em idade de trabalhar diminuindo, o governo chinês vem direcionando investimentos para robôs humanoides como uma possível nova frente de crescimento industrial.

Pequim considera a tecnologia estratégica também na disputa com os Estados Unidos por liderança em inteligência artificial e tecnologias avançadas.

A China já responde por cerca de 82% dos envios globais de robôs humanoides, segundo estimativa da empresa de pesquisa IDC.

Outras empresas chinesas também avançam no setor. A UBTECH e a Dobot já são negociadas em Hong Kong, enquanto a Agibot busca realizar uma oferta pública inicial na cidade.

Jogos vão testar robôs em tarefas do mundo real.

A corrida pelos humanoides também ganhará um teste prático nos próximos dias em Pequim.

Os Jogos Mundiais dos Robôs Humanoides, que acontecem de 22 a 26 de agosto, terão provas que vão além de corridas, futebol e lutas. Os robôs também serão avaliados em tarefas inspiradas no trabalho cotidiano.

O cronograma inclui embalagem e armazenamento, montagem industrial, alimentação de materiais, atendimento no varejo, tarefas de escritório, carregamento de veículos elétricos e atividades que exigem maior precisão, como conectar cabos e utilizar ferramentas.

A diferença em relação a uma apresentação de dança é importante: nessas tarefas, os robôs precisam identificar objetos, manipulá-los repetidamente, corrigir erros e continuar trabalhando sem que um engenheiro precise intervir a todo momento.

Mais de 300 empresas são esperadas na Conferência Mundial de Robôs, que acontece em Pequim na mesma semana da estreia da Unitree. O evento terá mais de 2. 000 exposições e o lançamento de mais de 150 produtos, segundo autoridades locais.

Unitree cresce, mas enfrenta barreiras nos EUA.

A expansão internacional da Unitree, porém, enfrenta obstáculos geopolíticos.

Em junho, a empresa foi incluída pelo governo dos Estados Unidos em uma lista de companhias consideradas ligadas ao Exército chinês, o que restringe seus negócios com o Pentágono.

Em julho, Washington também restringiu novas autorizações para equipamentos de robótica avançada fabricados no exterior, afetando empresas como a Unitree. Modelos que já haviam recebido autorização podem continuar sendo vendidos.

Mais de 40% da receita da Unitree vem do exterior. No prospecto, a companhia reconheceu que novas restrições americanas podem dificultar a expansão internacional e até provocar uma queda no desempenho.

Segundo a IDC, em um cenário de maiores restrições nos Estados Unidos, as vendas de robôs humanoides no país poderiam ficar 58% abaixo da previsão inicial para 2030.

Os recursos obtidos com o IPO serão usados principalmente em pesquisa e desenvolvimento de hardware e inteligência artificial para robôs, além da expansão da capacidade de produção.

A Unitree também anunciou em junho uma parceria com a Nvidia para pesquisa e desenvolvimento.

Agora, o desafio da empresa é transformar o sucesso dos vídeos virais e o entusiasmo dos investidores em uma tecnologia capaz de realizar tarefas de forma confiável, em escala e a um custo que faça sentido para empresas.

Em números

  • S anos, considerando um trabalhador que recebe 80 mil yuans por ano
  • Na prática, os robôs humanoides normalmente custam entre 300 mil e 500 mil yuans, segundo o instituto de pesquisa
  • S que dançam, lutam e trabalham: gigante chinesa estreia na bolsa após levantar quase US$ 1 bilhão

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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